Passar esses dias na praia foi bom, pro corpo e pra cabeça. Passei alguns momentos comigo mesma. No começo fiquei apavorada, mas depois aceitei os pensamentos que tomavam conta de mim. Revi algumas cenas, criei outras, viajei nas minhas vontades, me censurei em alguns momentos, mas um sentimento ainda me perseguia. Independente de qualquer coisa, sempre que pensava nele era com carinho. Um carinho grande que me aquecia. Ainda me pergunto muitas coisas, me divido entre me culpar e simplesmente aceitar que a "vida tem dessas coisas". No fundo acho que ainda quero algumas coisas do meu jeito e não aceitei que isso não vai acontecer. Me pego buscando motivos pra uma esperança que nesse caso deveria ter sido a primeira a morrer.
domingo, 22 de novembro de 2009
Eu por Mim mesma
Passar esses dias na praia foi bom, pro corpo e pra cabeça. Passei alguns momentos comigo mesma. No começo fiquei apavorada, mas depois aceitei os pensamentos que tomavam conta de mim. Revi algumas cenas, criei outras, viajei nas minhas vontades, me censurei em alguns momentos, mas um sentimento ainda me perseguia. Independente de qualquer coisa, sempre que pensava nele era com carinho. Um carinho grande que me aquecia. Ainda me pergunto muitas coisas, me divido entre me culpar e simplesmente aceitar que a "vida tem dessas coisas". No fundo acho que ainda quero algumas coisas do meu jeito e não aceitei que isso não vai acontecer. Me pego buscando motivos pra uma esperança que nesse caso deveria ter sido a primeira a morrer.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Apaixonada? Será?
pai.xão1
sf (lat passione) 1 Sentimento forte, como o amor, o ódio etc. 2 Movimento impetuoso da alma para o bem ou para o mal. 3 Mais comumente paixão designa amor, atração de um sexo pelo outro. 4 Gosto muito vivo, acentuada predileção por alguma coisa. 5 A coisa, o objeto dessa predileção. 6 Parcialidade, prevenção pró ou contra alguma coisa. 7 Desgosto, mágoa, sofrimento prolongado. 8 Os tormentos padecidos por Cristo ou pelos mártires.
(fonte: http://michaelis.uol.com.br)
Eu particularmente gosto da definição 4 "Gosto muito vivo, acentuada predileção por alguma coisa".
Não sei se estou apaixonada ou com medo de adimitir, mas confesso que a presença dele torna o meu gosto muito mais vivo do que eu poderia imaginar um dia.
Ouvir a voz dele, vê-lo mesmo que longe, sentir o perfume dele por onde eu passo, me causam "borboletas no estomago". Uma perturbação gostosa. Fico sem saber o que fazer, pra onde ir, o que dizer, como sentar, tudo isso passa na minha cabeça de forma devastadora até ele me dar um abraço de bom dia e eu sentir cada músculo do meu corpo relaxar e causar um sorriso espontâneo e verdadeiro.
Estou apaoxinada? Será?
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Conselhos para Homens
Estava conversando com BeBowie sobre um case meu. Estava contando a ela nossa última conversa e disse que falei pra ele que espararia ele ligar. Qual foi a resposta dele? "Mas você pode me ligar também quando quiser sair comigo". Discutindo sobre essa resposta, que pode até parecer normal, mas não é concluimos:
"Tudo bem que queimamos sutiãs, lutamos por salários iguais, queremos reconhecimento, não gostamos do título sexo frágil, etc etc. Mas tem alguns cavalheirismos que fazem bem."
Tenho a sensação de que as mulheres mudaram muito, mas os homens não mudaram nada e quando tentam se mostrar diferentes, eles simplesmente erram.
Queremos alguns direitos iguais sim, mas o convite pra sair sempre vem do homem. Queremos salários iguais, mas o homem pagar a conta no primeiro encontro é importante. Não somos o sexo frágil, mas se sentir protegida conta muito a favor do cara.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Conselhos para Homens
Sempre que possível vou escrever aqui o que falamos em nossos papos e cafés ou papos e cerveja e que possa servir de dica de como lidar com uma mulher.
"Conselhos para Homens" é uma tentativa utópica de fazê-los entender as mulheres.
Conselho by BeBowie - Não sejam tão pretenciosos! As vezes queremos apenas uns beijos mesmo.
Estávamos falando sobre o medo que os homens muitas vezes têm de que nós estamos buscando namoro sério, casameno, etc ...
"O cara tem medo que você apareça no próximo encontro com o padre a tira-colo? Sabe o que eu acho as vezes? Que os caras "se acham" demaisssssssssssssssss! Eh sabe? Tipo ... só porque a gente quer dar uns pegas novamente [porque veja bem, muitas vezes o que queremos é isso mesmo: UNS PEGAS] eles acham que a gente já quer namorar, apresentar pra família! Ah alô né? Século 21. Eles deveriam colaborar mais e todos seriam bem mais felizes."
domingo, 9 de agosto de 2009
Scrap
"Oi Fe
quanto tempo, como que você está?
Beijos"
Eu:
"Estou ótima!
Obrigada por perguntar."
domingo, 12 de julho de 2009
Minha Vida é Uma Piada - O cara do Frete
Só por Deus ...
Fiquei com uma grande dúvida, esse texto deve ir para Minha Vida é Uma Piada ou Palhaços da Minha Vida? Pensei ... pensei ... e achei que sem dúvida essa é mais uma piada que minha vida me conta.
Novembro de 2008, fui no aniversário da Vanessa, namorada do meu amigo-irmão Ricardo. Não fiquei muito tempo por lá e o tempo que fiquei estava cansada, tinha acabado de sair de um casamento.
Bom, saindo da baladinha paramos no MC pra comer. Estava eu, Ri, Vanessa, e mais alguns amigos dela. O tempo que tive com esses amigos dela, foi o tempo de um lanche, nada mais do que 30 minutos chutando muito alto.
Até ai tudo ok!
Alguns meses depois, pra ser um pouco mais exata, 6 meses depois, recebo uma ligação da Vanessa me chamando pra um Happy Hour com ela e os amigos do trabalho. Não podia ir pois ia encontrar com umas amigas. Achei que isso bastava, mas não, a Van ligou mais umas duas vezes e mandou mensagem de texto querendo que eu fosse até o bar onde eles estavam. Não fui.
Estava voltando pra casa quando o Ricardo me liga rindo até não poder mais e me disse o porquê de tantas ligações por parte da Vanessa. Segundo ele, um dos amigos dela, que estava no MC, se interessou por mim e queria muito que eu fosse lá no happy pra conversar comigo e ver se rolava alguma coisa.
Nesse momento, eu faço um esforço e puxo pela memória quem seria essa pessoa. Tic tac tic tac. Lembrei! E o sorriso sumiu do meu rosto no meso minuto. O Ri começou a brincar comigo perguntar se rolava alguma coisa. Fui categorica e disse que não. Achei que o assunto morreria por ai. Mas não ... porque como diria uma amiga minha "O pior não tem limite".
Passada algumas semanas, encontro com a Van e o Ri e eles me contam que o cara quer meu telefone. Fiquei feliz porque eles tiveram o senso de não dar meu número sem a minha autorização e estava dizendo não com firmeza, até que o Ricardo usou de seus argumentos apelativos e me convenceu de que não era mau dar meu telefone a ele.
(Quais foram os argumentos? Frases do tipo: "Nossa Fê, é só um número de telefone" ; "Não custa nada dar o telefone pra ele" ; "Se permita" ; "Depois você reclama que ninguém quer nada com você")
Um mês depois dessa autorização, estou terminando um evento, em Campinas, colocando as coisas na Van, me despedindo das pessoas, quando toca meu telefone e não identifico o número que a bina apresenta. Atendo imaginando que seja algo de trabalho quando o diálogo abaixo segue:
Eu: Alô?
A voz: Fernanda?
Eu: Isso. Quem está falando?
A voz: Oi Fernanda. Você não vai saber quem é.
Meu pensamento: Se eu não vou saber quem é você, se identifica Porra!
Eu: Quem está falando? (Já com tom de mau humor na voz)
A voz: Você não vai saber quem sou eu. Nos falamos apenas uma vez.
Eu: Então, se eu não vou saber quem é, poupa meu tempo e me diz que é você.
A voz: É o J. Tudo bom?
Eu: J? Que J?
J: Amigo do Ricardo e da Vanessa
Meu pensamento: Poutaqueparillll. Não acredito que esse cara me ligou, ainda mais nesse momento. Ninguém merece.
Eu: Oi, tudo bom?
J: Tudo. A Vanessa disse que você deixou ela me dar seu telefone né? Desculpa eu ter demorado pra te ligar, mas eu estava esperando a hora certa. Você está ocupada?
Eu: Olha, você esperou a hora certa, mas acabou ligando na errada. Estou terminando um evento em Campinas. (Já totalmente arrependida por ter deixado ela dar meu telefone pra ele e pensando qual seria a melhor forma de matar o Ricardo por ter me convencido a fazer aquilo)
J: Ah, desculpa! É que eu pensei que como é sexta você já estivesse tranquila. Mas eu liguei pra saber se você estava bem e dizer que a Vanessa me deu seu telefone.
Meu pensamento: Jura? Mentira? Ela deu mesmo? Nossa ...
J: Entao, eu queria saber se eu posso continuar te ligando. Num sei né, de repente você tem alguém que pode não gostar que eu te ligue. Você tem alguém que não vai gostar se eu te ligar? Porque se tiver não tem problema, eu quero te ligar, mas se eu não puder tudo bem.
Nesse momento eu já me desliguei da conversa. Continuei colocando as coisas na Van. dei tchau pro pessoa. Entrei no carro e até interagi com a brincadeira do pessoal quando eu me dei conta que ele tinha que responder algo pra ele, nem que fosse por mera função fática. Mas percebi que se eu tivesse desligado o telefone ele não teria se dado conta, pois ele continuava em seu monólogo:
J: Eu soube que vai ter aniversário de um amigo de vocês amanhã e o Ricardou falou pra eu ir, estou pensando em ir, ai a gente pode se ver, conversar e se conhecer melhor né? Você sabe onde é? Porque o Ricardo me disse mas eu não lembro. Que horas você vai pra lá? É amigo de vocês né?
Meu pensamento: Senhor! Cale a boca desse rapaz!!!
Eu: É aniversário de um amigo meu sim, não lembro o local e nem o horário, estou sem acesso à internet agora pois estou na estrada (leia: estou ocupada demais pra esse papo besta).
J: Ah tá! Mas eu vou ligar pro Ricardo e ver tudo com ele. Ai se eu for eu te ligo tá? Posso te ligar né? Ai a gente combina de se encontrar lá.
Eu: Tá. (Já sem forças)
Ele disse mais alguma coisa e nem sei bem como ele desligou. Já estava praticamente em São Paulo (tá ... um certo exagero mas ele demorou muito).
A festa chegou e ele não apareceu! Fiquei ainda mais feliz, mesmo tendo sido a festa em que descpbri que o Palhaço 7 estava namorando ... sim, gente, o palhaço 7 está namorando. É o que eu digo: "O pior não tem limite".
Achei que ele ia se ligar e sumir, mas não, no domingo ele me liga pra se desculpar por não ter ido. Não prestei atenção na desculpa que ele deu, só queria desligar aquele telefone. Ele perguntou com o que eu trabalhava, me fez descrever o que eu faço pra ele poder entender, até que eu achei que no mínimo eu deveria retribuir e perguntar com o que ele trabalhava.
Maldita hora ...
Eu: E você, trabalha com o que?
J: Eu trabalho no meio da pirataria
Que? Como assim? Já imaginei ele sentado em um qurto de 2x2m reproduzindo DVD's piratas. Entrei em pânico. Respirei fundo e perguntei: Como?
J: É que eu tenho uma kombi e faço frete pras lojas da 25 de março, fico lá trabalhando no meio da pirataria.
E riu como se a piada tivesse algum tipo de graça.
Fiquei chocada e decidi que não falaria mais com ele. Recebi uma mensagem de texto onde ele dizia que adorva falar comigo. Senti um frio na espinha, porque estava claro que ele estava afim de mim e que o próximo passo seria me chamar pra sair.
A semana passou e ele foi me ligar na véspera do feriado, ou seja, um dia antes do dia dos namorados. Congelei. Atendi o telefone com medo do que ele poderia dizer, mas nem no meu pior pesadelo eu pensei que ele seria capaz de dizer o que disse. Depois de um pouco de papo:
J: Então, eu pensei que a gente podia combinar alguma coisa né? Pra poder sair, conversar. Sei lá, um almoço.
Almoço? Almoço? Poutaqueparilll quem convida alguém pra almoçar? Já me imaginei indo de kombi comer num PF.
Eu: É quem sabe.
J: Onde você gosta de ir, o que gosta de fazer?
Eu: Então, almoçar é bem complicado pra mim. Mas a gente vê isso outro dia.
J: Então eu te ligo quando voltar do feriado. Ai a gente vê onde nóis vai.
Isso mesmo minha gente, eu nã escrevi errado, foi ele quem falou: ... onde NÓIS VAI
Pra mim foi o fim. Nem sei como terminou o assunto. Só sei que depois ele tentou ligar algumas vezes e eu não atendi. Até que um dia, sem olhar pra bina eu atendi. Deixei claro que eu vi que ele ligou das outras vezes e que não retornei e sabe o que ele disse?
J: Pensei que tivesse acontecido alguma coisa ou tivessem roubado seu celular.
Gente, ele prefere achar que eu morri, do que aceitar que eu não retornei a ligação.
Bom, ele ficou de ligar novamente, mas acho que ele se ligou e não cometeu esse erro.
Espero que essa piada acabe por aqui.
domingo, 14 de junho de 2009
MEU Dia dos Namorados
Estou me sentindo incomodada com esse dia muito antes dele chegar. Aliás, quando essa semana começou, eu já me irritei com as pessoas contando seus planos em casal e com todas as lojas falando sobre promoções para presentes, a televisão arremessando na minha cara uma tonelada de corações, beijos e suspiros apaixonados.
Minha vida estava uma bagunça, cheia de novos desafios e novas dúvidas. Consegui por uns dois dias pensar apenas no trabalho. Se tivesse essa consciência estaria feliz, mas só fui perceber isso quando na quarta-feira começaram a comentar essa data novamente.
Ok! Eu poderia passar por mais essa data numa boa. Estava confiante nisso, até que chegou o feriado do dia 11 e eu já não tinha forças de fazer nada. Fiquei em casa e troquei aquele que seria o único plano do feriado inteiro por uma noite de sono. Na quinta sai com meus pais e anoite me forcei a ir na casa da Luana, onde fizemos fondue, tomamos vinho, comemos chocolate, fofocamos e assistimos Flashdance. Foi bom, muito bom mesmo, uma noite que me fez bem, mas tinha que voltar logo pra casa porque o fatídico dia 12 estava chegando e com ele mais um dia de trabalho.
Fui pra agência e o mais interessante é que eu fiz por lá o que queria fazer com a minha vida como um todo: Organizar! Comecei pelos armários, os documentos, as pastas, gavetas e depois montei alguns procedimentos para que fique mais fácil e seguro esse meu mês de trabalho lá dentro. Mas precisava fazer isso com a minha vida. Arrumar meus armários, minhas gavetas, meus pensamentos, meus desejos, meus objetivos ...
Enfim não fiz nada disso. Sai mais cedo do trabalho e fiquei horas em um trânsito que me enlouquecia por me permitir ter mil pensamentos ao mesmo tempo. Precisava comprar o presente do meu pai, que eu não sabia o que seria, mas sabia que não estava disposta a bancar uma ida ao shopping no dia dos namorados. Pensava em alguma coisa pra fazer nessa noite, mas ao mesmo tempo tentava não querer sair, pra passar mais tempo com meu pai. Depois de muito pensar em muitas coisas e todas elas me levarem a sentir um buraco do tamanho do mundo dentro do meu peito decidi tomar uma atitude e ligar pras amigas e tentar marcar alguma coisa.
A Carla eu sabia que estava em sua viagem de casal, a Luana queria sair de balada, mas pra um bar escuro e claustrofóbico que eu curtia muito nos anos 90, achava rebelde e minha cara, mas agora, 10 anos depois, seria um dos últimos lugares pra onde eu iria em qualquer circunstância, muito menos no dia dos casais, que já era deprimente o suficiente pro meu gosto. Tentei então a Roberta, mas ela estava na estrada indo pra Campos do Jordão. Tudo bem que eu não teria dinheiro e não iria, mas em meio aquela confusão de sentimentos e o buraco se abrindo cada vez mais no meu peito, cheguei a sentir raiva dela por não ter me convidado.
Quase chegando em casa e depois de ter decidido qual seria o presente do meu pai, o Ricardo me liga, com uma boa intenção, mas como nossa amizade é escrachada, acabei exaltando o meu mau humor sobre esse dia. Aluguei filmes de comédia romântica e passei a noite pensando como eu seria feliz se tivesse alguém e depois pensei em qual seria a forma romântica em que conhecerei meu namorado. Tolices.
Como se não bastasse a sexta, hoje, sábado, continuo com a mesma sensação. Minhas amigas continuam em Campos e São Thomé das Letras. Minhas opções se restringiam a Ricardo e Luana. Liguei pro Ri e ele estava indo aproveitar o seu presente de dia dos namorados com a Vanessa. Nem quis saber mais detalhes. Já desliguei e cai no choro impensado, apenas sentindo e de forma forte e rápida. Nem racionalizei o que sentia e já comecei a escrever esse texto. Ainda preciso ligar pra Luana, tentar de alguma forma encontrar algo que me tire de casa, que me permita beber, encher a cara e rir de tudo e de todos.
Só quero que esse feriado, final de semana, dia dos namorados acabe.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Palhaço Nota 7 - Ou Caso X
Dessa vez contando de uma outra balada em que encontrei o X, ou nota 7, tanto faz ...
De: "Fernanda"
Para: "C**** F*****" <*************@hotmail.com>, "R****** P****** P*****" <**********@yahoo.com.br>, "L**** <**************@hotmail.com>
Oi meninas!!!!
Então, pra poder contar a todas de uma vez e não ter que esperar a próxima bebedeira relatarei abaixo os acontecimentos da noite de ontem, bem como um ato meu impensado hoje ahahahahhahh:
Depois de rodar muito pra encontrar a balada e fazer o cara do estacionamento me acompanhar até a porta do local porque eu ainda não estava vendo onde era, adentrei a balada que estava boa, mas abarrotada de gente. Confesso que rolou uma certa claustro, mas ok depois passou.
Vi um mar de gente em minha frente e repirei fundo pra mergulhar e encontrar meus amigos. Bom, como Murphy é meu amigo e camarada, no meio da pista da banda (porque tinham duas pistas) eu dou de cara com o X, quer dizer, dou de nuca porque ele estava de costas. Eu só não sai correndo porque não dava. Olhei em volta dele em questão de segundos e não vi nenhum dos meninos. Então segui reto e fui pra um espaço externo onde já entrei em território amigável porque vi todo mundo.
Dei aquele oi de bebada que sai trançando perna, o R**** me zuabdo até não poder mais quando o P**** me vem com uma dose de vodca pra eu tomar ... não ia fazer desfeita com o aniversariante não é mesmo? Tomei! Uhu! Bom, eu discretamente perguntei quem mais estava na balada, até um deles (meu, sério mesmo não lembro quem me falou o que) disse que não tinha mais ninguém além deles ali e mais o X, que já estava na balada e ninguém sabia. Isso mesmo, ele estava ali por um acaso, ou porque o diretor do Show de Trumam que eu vivo queria colocar um pouco mais de agito na programação da noite de sábado e aumentar o Ibope, só pode ser isso.
Nesse meio tempo Xandão chegou na nossa roda.Veio todo cheio de mão me encoxando pra dar oi com direito a sussurro no ouvido. Entrei na brincadeira, sorri, mas ao mesmo tempo não tive coragem de fazer nada, o que me levou diretamente ao bar pra pedir mais uma dose de vodca.
Constatação da noite: Se eu arrumar um namorado terei que viver bebada, porque sóbria eu sou uma cagona.
Voltando ...
Passei a noite mostrando o quanto eu estava feliz, bem resolvida, amada, alegre, que eu era cheia de amigos, que eu tinha força nos joelhos pra descer até o chão, que minha cintura tem molejo de tanto que rebolei e mesmo assim ele não fez mais nada. Ai achei melhor não dizer mais nada do que tinha pensado.
Enfim, por volta de 4h de la mañana eu decidi ir embora, mas era uma fila que desestimulava qualquer ser humano. Acabei me jogando na pista da banda novamente, e de repente, entre uma pirueta e outra eu vejo o X em minha frente e não me aguentei, segue o diálogo:
Eu: "ME DIZ UMA COISA, COMO EU FAÇO PRA CONSEGUIR PONTO POSITIVO?"
X: "FÊ, VOCÊ SE SUPERA, VOCÊ ME SURPREENDE AHAHAHAHA ..."
Eu: "AH É?! AHAHAHA" (os risos eram sem graça)
X: "VOCÊ É MUITO CRIATIVA!! AHAHAHAH"
Ok, mas e a resposta não é mesmo? Entrei mais um pouco no jogo dele, disse que eu era criativa mesmo, rimos, nos abraçamos, brincamos mais com isso até que ...
Eu: "MAS QUAL A RESPOSTA MESMO? COMO EU FAÇO PRA GANHAR PONTO POSITIVO?"
X: "AI FÊ, VOCÊ ME DEIXA TRAVADO, EU NUNCA SEI O QUE DIZER."
Eu: "OK EU JÁ ENTENDI. JÁ SEI O QUE ISSO SIGNIFICA"
X: "NÃO. CALMA, MAS EU NÃO DISSE NADA. ESTOU SEM GRAÇA."
Eu: "TUDO BEM, EU JÁ ENTENDI"
X: "NÃO, MAS EU NEM DISSE NADA ..."
Eu: "OK X, OLHA LÁ NA FÓRMULA 1, O MASSA ACABA DE ABANDONAR A PROVA" (Estava passando a corrida no telão)
Sai de perto dele e deixei ele com cara de cu, e claro que no fundo eu estava com cara de cu, mas eu tenho uma capacidade de aletrar as feições que nem eu mesma acredito. Mais tarde fui embora e nem vi pra que lado ele estava. Mas sei que ele ainda estava lá.
Bom, resumindo, como eu disse na mensagem, a balada foi bem bacana, me diverti, dancei, cantei, vale bem a apena ir lá, mas ele, bom, ele foi um merda! Mas como eu sou uma pessoa que não se controla, há pouco entrei no orkut e coçando daqui, coçando dali, eu acessei a página dele, acessei os recados e quando eu vi escrevi e postei:
"Recebi um recado da diretoria.
Você está de recuperação! Vai precisar estudar hein?! Se quiser é claro.
Já eu passei direto. Tinha 7 e ainda ganhei uns potinhos positivos pela criatividade, foi muito fácil. Ahahhahahah
Beijos"
Acho que eu sou louca! Obrigada!
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Palhaço Nota 7 - A razão do nome
De: "Fernanda" f***************@yahoo.com.br
Para: "C**** F*****" *************@@hotmail.com
C******, eu vou lhe contar a minha saga do final de semana ...
No sábado, sai do shopping e dei uma passada pela Vila Madalena, na porta da balada, não sei ao certo o que ia fazer, mas passei o caminho todo inventando formas do universo me dizer se eu deveria ou não entrar naquela balada, porque, como sempre, eu estava bem confusa.
Primeiro disse que se eu achasse vaga na porta eu deveria entrar. Passei e vi a vaga na porta, mas estava do outro lado, então, até eu dar a volta não existia mais a vaga. Achei que isso era sinal pra eu ir embora. Então pensei que se visse algum conhecido na porta eu entraria, mas não vi ninguém, então tomei o rumo de casa.
Já fora da Vila Madalena, eu decidi que eu queria ir na baladinha, mas no fundo tinha medo de me chatear e por isso ficava colocando condições pra entrar. Então lembrei do que a terapeuta disse, que eu sempre acabo tomando as decisões, mesmo quando acho que não, e que devo aceitá-las. Eu vi que se eu realmente não quisesse ir eu nem teria perdido tempo passando na porta.
Pronto, adimiti isso pra mim e tomei rumo em direção a Rua Inácio Pereira da Rocha. Chegando lá eu me dei conta que meu medo na verdade estava diretamente ligado ao X (nome anterior ao ocorrido que relato aqui), porque eu sabia que ele estaria lá. Fiquei pensando em como seria vê-lo. E se ele estivesse ficando com alguém? E se esse alguém fosse alguma conhecida minha? E se nesse meio tempo ele tivesse começado a namorar? E se ele nem ligasse pra minha presença? E se ele não quisesse ficar comigo? Você sabe como eu sou né?! Fico sempre querendo que os caras fiquem afim de mim mesmo quando eu sei que eles não são os caras que eu quero do meu lado.
Respirei fundo e entrei. Só então me dei conta de que eu estava sozinha e me vi naquela situação que odeio de ficar com cara de idiota procurando as pessoas. Senti medo de não ser bem recebida pelos meus amigos. Fiquei um tempo sem saber como me comportar quando vi o H****** passando e decidi seguí-lo pra encontrar todo mundo. Dito e feito. Ele parou e eu dei de cara com (nessa ordem): P***, X, R**** e M****.
Cumprimentei a todos e eles foram super receptivos. Bom, o X foi muito simpático, me abraçou, perguntou como eu estava, alisou meus cabelos, todo aquele nhe nhe nhe de caras com o tipinho dele, tipinho xavequeiro que quer a atenção de todas (sim agora é isso que eu penso dele).
Subi no mesanino, encontrei as respectivas de cada um e a J***, que resgatava ursinhos comigo no sítio. Bom, eu estava decidida a não beber quando ela veio correndo na minha direção gritando que comprou ursinhos pra mim. Sim, ela trouxe um pacote daquelas balas pra nos divertirmos aquela noite. Ela disse que estava triste achando que eu não ia, mas já que eu cheguei a gente tinha que comemorar salvando ursinhos.
Bom, com toda aquela situação, a minha cabeça girando, o medo batendo no peito, a vontade de ser querida pelos meus amigos com o medo da rejeição e claro, no fundo a vontade de ficar com o X, eu pedi uma vodca com guaraná e caguei pro meu remédio. Rapidamente meu copo secou e tive que pedir mais uma dose. Confesso que eu não fiquei tão alterada, mais alegrinha sim, mais feliz, mas não alterada e nem do tipo bêbada.
Notei que os meninos não conhecem alguns lados meus, e confesso que gostei disso. Depois eles levaram tudo numa boa e eu aproveitava pra de alguma forma chamar atenção do X dançando até o chão.
Sempre que nossos olhos se cruzavam ele sorria. Mas isso não me satisfazia. Ai você sabe como é né?! Eu pensei, pensei, e fui na direção dele que estava sentado, como se fosse pegar minha bolsa. Cheguei por trás dele, peguei o copo de wisky, deim um gole do tamanho do mundo e fui direto ao ouvido: "DE ZERO A DEZ, QUAL A CHANCE DE GANHAR UM BEIJO SEU ESSA NOITE?".
Sim, eu perguntei isso! Ccom aquele ar de goxtosa (goxtosa com X é quando eu estou bêbada) que apenas a vodca me dá. Olhei bem dentro dos olhos dele enquanto ele gaguejava pra dizer que aquela pergunta deixava ele travado e que ele não tinha o que responder. Ai que ódio! Cuzão! Gente, essa resposta é tão simples quanto sim e não. Se quisesse me beijar bastava dizer 10, se não quisesse dizia 0, tão simples quanto isso. Mas não, ele curte fazer um charme. Perguntei de novo, então ele sorriu, me puxou pela cintura e disse no meu ouvido: "SETE".
Porra, sete? Sete? E ele ainda faz firula pra dizer sete? Precisa pegar minha cintura e vim falar no meu ouvido se a nota é sete? Ele não parou por ai, ainda perguntou se era uma nota boa. Eu, como uma bêbada carente, ao invés de sair e deixar ele falando sozinho, dei trela e disse que sete, na minha escola era média pra passar de ano, não era tão ruim, mas não era nada de mais, até que ele responde: "MAS NA MINHA ESCOLA A MÉDIA É 5, ENTÃO AS CHANCES ESTÃO ACIMA DA MÉDIA", piscou e sorriu como se fosse muito sedutor o que ele tinha acabado de me dizer.
Quis me bater. Me chicotear. Me esfolar e me deixar ajoelhada no milho pra aprender a não ser mais tão idiota. Por que eu fiz isso comigo? Mas o mais engraçado é que naquele momento isso não me abalou. Eu desci, dancei mais, me diverti mesmo. Até que eu me dei conta de que ele não estava com a gente e quando olhei vi que ele estava com o P*** conversando com umas meninas que naquela noite deveriam ter uma nota maior do que 7 na escala dele de chances de beijo na boca. Nesse momento eu fiquei puta, porque me dei conta que ele disse uma nota média pra me manter por perto caso ele não pegasse ninguém.
Dei tchau pra galera. Nada de mais. Claro que eu tive vontade de falar alguma coisa que pudesse me fazer sair por cima naquela história e fazer ele se sentir um bosta. Eu poderia fazer isso, tinha muitas coisas em minha mente pra acabar com ele, mas achei melhor não. Tentei assim quebrar um pouco esse meu comportamento de querer ser a melhor. Eu procurei por aquela resposta. Eu não deveria ter falado nada, mas falei, então, eu ainda sairia como louca se tentasse falar alguma coisa.
Olha, achei que ia ficar mau. No caminho até o carro eu pensei no que aconteceu e me senti meio como a última mulher. Comecei a trocar idéia com a tia que olhava meu carro, meu ela é muito bacana, sério mesmo. Ela disse uma coisa muito certa. Ela disse que eu não devo ir atrás dele. Se não é ele o cara que eu quero, não devo gastar minhas energias com ele e nem deixar que coisas como essa acabem com a minha auto estima. Meu e não é que ela está certa? Mas como ela também é mulher e tem orgulho, ela me aconselhou a me manter distante, e da próxima vez que vê-lo, ela disse que eu devo tratar ele como qualquer outro cara, e me mostrar muito feliz, mas ela disse que essa felicidade tem que ser verdadeira.
Olha, eu curti falar com ela viu?! Quando eu for na Vila de novo eu vou estacionar o carro naquela rua porque ela é bem gente boa.
Bom animal, era isso que eu precisava contar. Ufa! Sei que me empolguei na escrita, mas eu realmente precisava escrever tudo o que aconteceu.
Beijos,
Fernanda
terça-feira, 7 de abril de 2009
Palhaço Nota 7 - Introdução
Durante os 3 anos que passaram, sai de balada com ele por diversas vezes. Ele era engraçadinho mas nunca dei muita trela, acho que ainda persistia a idéia dele ser bobo.
Enfim, no início deste ano foi aniversário de N e fomos para o sítio de outro amigo comemorar. Chegamos às 15h do sábado e já abrimos uma garrafa de wisky. Entrei no clima dos meninos e fui embora nos destilados durante todo o dia. Em um certo momento, encasquetei que queria "pegar" o R, que é meu amigo há mais de 20 anos, ou seja, idéia surreal.
Depois de mais alguns copos eu racionalizei e vi que realmente beijar o R não teria o menor sentido, e nesse mesmo instante Nota 7 (que nesse momento eu ainda chamaria de Palhaço X) sentou na minha frente e eu apoiei os pés no colo dele e um estalo se deu em minha mente: "O X até que é bem bonitinho hein?!".
Fiquei chegia de graça e ele correspondeu.
Passamos o restante da noite de teretete e quando notamos estávamos apenas nós dois acordados. Enfim, acabou rolando de ficarmos e passarmos a noite juntos, até porque o sítio era pequeno e não tinha mais local pra dormir e tivemos que nos contentar com o colchão inflável dele.
Depois desse final de semana eu não o tinha visto mais. Sabia que não teríamos muito contato porque já não tínhamos antes e naquele final de semana um tirou a carência do outro e pronto. Bom, pelo menos era isso que eu tinha em minha mente até que o vi nas últimas duas semanas ... e descobri um outro lado dele, o de Palhaço mesmo. E foi no primeiro final de semana que eu o vi depois que ficamos, que ele foi rebatizado de Nota 7, mas essa história eu conto depois.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Palhaço Azul Marinho - O Encontro
Saio do trabalho com a certeza de que o veria aquele dia e assim que eu cheguei em casa ele me liga dizendo que não poderia sair porque ia pra praia com a família, mas que queria muito me ver, mesmo que por 5 minutos.
Claro que eu disse que também queria vê-lo e em um lampejo de idiotice eu aceitei encontrá-lo no local citado acima que fica no meio do caminho de nossa casa.
(Eu custo acreditar que eu fui numa boa, não me reconheço nesse momento).
Quando o vi ele já veio me abraçando forte, aquele olho no olho e eu lembrando que o doido disse que queria me beijar ... até que ele ... disse isso novamente. Dei aquela afastada básica pra fazer um doce e tentar conhecer ele um pouco mais, mas não deu muito certo, cada pergunta que eu fazia, antes dele responder ele tentava me beijar. Por fim seu objetivo foi alcançado! Beijei e não foi nada de tão maravilhoso, acho até que pelo contrário.
Como já deveria esperar, mas não esperava, ele veio com o papinho:
"Vamos pra algum lugar mais tranquilo, só nós dois?"
Fiquei puta! Por um instante a luz da serenidade iluminou minha cabeça e acabei questionando ele, afinal, se ele ia viajar, se não tinha tempo de ir em nenhum lugar, nem mesmo passar na minha casa, como ele arranjaria tempo pra ME CONHECER MELHOR?
Rolou aquele climão. Ele pediu desculpas, disse que eu estava certa e que ele estava agindo sem pensar, porque realmente estava de saida pra viajar.
(O que ele estava achando? Que ia rolar uma rapidinha pré viagem em qq rua escura ao lado do posto?)
Me despedi dele e fui embora ainda meio brava com tudo isso. Ele foi pra praia. Ficamos alguns dias sem contato até que ele voltou a se comunicar e explicar o porquê da distância, eu nem lembro o que era, mas era qualquer coisa como "estava lotado de trabalho esses dias".Fiquei de boa. Nem fá, nem fú. Mas ele foi voltando com toda força. Mandava e-mail, ficava o dia todo puxando assunto no msn e sempre muito solicito. Continuamos naquele papinho besta do VAMOS NOS VER sem nunca conseguir combinar nada.
Porém um dia estava na casa de uma produtora lá da agência, fazendo um happy hour com o pessoal e quando estava indo embora, já um tanto altinha, me liguei que estava no mesmo bairro da casa dele, claro que eu peguei o celular no mesmo minuto e liguei. Sem nem titubiar ele me chamou pra ir na casa dele. Como eu sei que ele mora com os pais achei até fofa a reação dele, não que fosse me apresentar a familia, mas ficaria comigo no hall do prédio sem medo que os pais vissem ele. Rá! Mas eu não deveria me surpreender ao chegar lá e saber que os pais dele estavam viajando. Ele desceu pra me buscar no carro, me deu um beijo doce, me mostrou a casa dele, um cavalheiro, até que perdeu a linha e caiu pra cima com todas as intenções do mundo.
O que rolou fica por conta de cada um ... mas posso afirmar que nada ali me faria voltar no tempo e nem querer que as coisas acontecessem da mesma forma em outro momento.
Depois desse dia eu resolvi afastar um pouco. Ainda falava com ele no msn, mas deixei de fazer planos, de marcar encontros e de dar esperança de alguma coisa, mas acho que de alguma forma isso mexeu com ele, porque ai passou a me ligar.
Ligou um dia e conversamos, ligou outro dia e tudo bem, até que no terceiro me ligou a cobrar.
SIM ELE ME LIGOU A COBRAR!
Atendi porque sei lá, ele poderia estar morrendo, precisando de ajuda. Mas assim que perguntei se ele estava bem e ele disse que sim, mas que estava com saudade, eu não tive dúvidas:
"Então vai colocar crédito nesse celular ... só assim você pode ser digno de sentir saudade de mim. Cara de pau!"
Tum - tum - tum - tum
Houve mais uma tentativa de ligação, mas quando ouvi a musiquinha da ligação a cobrar desliguei sem nem dar tempo dele falar alguma coisa. É muita folga não?
Depois disso?
Bom, depois disso continuamos a nos falar exporadicamente pelo msn, sem ligações, sem e-mails e sem encontros. Acho que nós dois nos usávamos para suprir carência.
[2 anos depois]
Um dia, com o saco na lua eu resolvi que não falaria mais com ele. Chega uma hora que essa punhetação irrita. Sumi. Mas ele insistia em aparecer do nada por e-mail, por que a essa altura eu já havia deletado ele do msn, do orkut e apagado o celular dele do meu celular.
(Parênteses para o Celular - Eu resolvi apagar o telefone dele no mesmo dia que apaguei de alguns outros caras, em um momento "limpando o lixo masculino de minha vida". O interessante nesse caso é que todos que eu apaguei, de alguma forma sentiram a vibração do delete e me mandaram mensagens com seus novos números de telefones. É sério! Aconteceu com mais de um cara. Eu vivo ou não em um Show de Truman?)
Voltando ao Azul Marinho ...
Com ele não foi diferente. Nem uma semana após o sim na pergunta DESEJA APAGAR ESSE NÚMERO?, ele me manda um e-mail com seu novo celular e seu nextel. DE-LE-TEI no mesmo minuto e senti orgulho de mim.
Fui ignorando alguns e-mails até que em um dia de carência respondi a um dos 1438 e-mails de "Oi tudo bem?" que ele mandava dia sim outro também. E isso bastou. Bastou para que voltássemos a programar um encontro. Que aconteceu, mas esse eu conto depois.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Apresentando: Palhaço Azul Marinho

Hello! Como assim me viu em um show com mais de 75mil pessoas e me reconhece pela foto do orkut na comunidade “U2 2006 EU FUI!”?
Mas como sou uma pessoa com sérios problemas para escolher alguém do sexo oposto e manter um relacionamento, achei aquela história um pouco criativa e dei trela com mais uma resposta, que dessa vez foi recebida com a pergunta:
“Tem msn?”
Deus! Mas por que as pessoas insistem em contato virtual? Trocamos e-mail e passamos a nos falar diariamente, e como sempre, no início ele era um fofo, cheio de atenção, carinho e paciência pra conversar comigo. Depois de alguns dias, o inevitável piscou em laranja na tela do meu computador:
“Precisamos nos conhecer. Poderíamos marcar alguma coisa pra nos encontrarmos né?!”.
Pronto! Nesse mesmo minuto meu cérebro entendeu “Ele está afim de você. É o cara. É a oportunidade e ter um casinho e diminuir um pouco a carência com alguém que está mais interessado em você do que você nele”.
Rá! Doce ilusão. Me animei toda e, claro, me coloquei a disposição. Enquanto não conseguíamos marcar um encontro continuamos a nos falar pela internet, e um belo dia ele diz algo que deveria ter causado e mim a reação de deletá-lo de minha vida, e não ter deixado minhas pernas bambas como aconteceu. Mas vamos ver o lado bom, se não fosse isso, nesse momento não estaria escrevendo esse texto, e teria um palhaço a menos no meu circo.
Enfim, o que me deixou tonta, nos dois sentidos, foi ele dizer:
“Sabia que quando nos encontrarmos eu vou querer te beijar?”
Minha primeira resposta foi um puritano:
“Olha o que você está falando ...”
E continuei de forma a alimentar meu ego com a possível resposta:
“Você nem me viu. E se não gostar de mim?”
E é claro que ele correspondeu às minhas expectativas dizendo:
“Não precisei te ver pra sentir o que estou sentindo, e sei que quero te beija”
Porra! Como assim não precisa me ver? Uma coisa sou eu assistir Velozes e Furiosos e dizer que quero fazer a cena da pegação na garagem com o Vin Disel, afinal ele é artista e eu nem falo com ele, outra coisa é você dizer a uma simples mortal que mesmo sem conhecê-la tem vontade de beijá-la. Esse cara é doido. E se eu tivesse bafo? Ou fosse desdentada? Ou se não tomasse banho? Definitivamente esse foi o sinal de número 78 que Deus me enviou para mostrar que ele era um idiota, e eu, mais idiota ainda, achei que pudesse ser a 103ª prova de que ele era um cara legal.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
MInha História de Final de Ano
Ontem, em meio a minha mente perturbada, senti uma vontade avassaladora de falar com o Vinicius. Não contente em lembrar dele, eu lembrei do e-mail dele, e ainda não contente com essa maravilha de memória eu escrevi um e-mail pra ele:
"Eu tento, juro que eu tento fingir que vc não existe ... mas ai vem a DreamWorks e lança Madagascar 2 ... tsc tsc tsc ... Estréia amanhã."
Mandei e corri, gritei, me chibatei ... até que alguns minutos depois recebo:
"Amanhã tô em SP. Quer ver?Exigência única... shopping eldorado hahahah"
Imaginem como fiquei??????
A Primeira Resposta ao Convite
A primeira resposta foi indefinida. Pedi que ele me ligasse no dia seguinte pois estava com muito trabalho. Isso até era verdade, mas também titubiei porque ainda me questionava se seria uma boa revê-lo.
Os Preparativos
Mesmo com a dúvida sobre o que seria certo ou errado nessa situação, eu decidi me preparar.
Logo pela manhã da sexta tive a pendanga da escolha da roupa ideal. Teria que ser algo que eu ficasse bem, bonita, que mostrasse os atributos positivos do meu corpo, mas que em momento algum entregasse que eu sai de casa com a certeza de que sairia com ele.
Decidida a roupa fui trabalhar e correr atrás de um salão de beleza. Fiz manicure, pedicure e titubiei quanto a depilação, afinal estragaria toda a minha programação de ausência de pêlos para o ano novo, mas em mais uma atitude impulsiva decidi que valeria a pena passar uma semana em salvador a base de gilete apenas para não ter nenhum obstáculo em passar a noite com ele caso a oportunidade batesse em minha porta.
Estava linda, arrumada e com maquiagem e perfume de back up no carro para os retoques necessários.
O dia não passava, ele não ligava e eu já me arrependia amargamente quando meu celular sinaliza uma nova mensagem:
A Primeira Resposta ao Convite
A primeira resposta foi indefinida. Pedi que ele me ligasse no dia seguinte pois estava com muito trabalho. Isso até era verdade, mas também titubiei porque ainda me questionava se seria uma boa revê-lo.
Os Preparativos
Mesmo com a dúvida sobre o que seria certo ou errado nessa situação, eu decidi me preparar.
Logo pela manhã da sexta tive a pendanga da escolha da roupa ideal. Teria que ser algo que eu ficasse bem, bonita, que mostrasse os atributos positivos do meu corpo, mas que em momento algum entregasse que eu sai de casa com a certeza de que sairia com ele.
Decidida a roupa fui trabalhar e correr atrás de um salão de beleza. Fiz manicure, pedicure e titubiei quanto a depilação, afinal estragaria toda a minha programação de ausência de pêlos para o ano novo, mas em mais uma atitude impulsiva decidi que valeria a pena passar uma semana em salvador a base de gilete apenas para não ter nenhum obstáculo em passar a noite com ele caso a oportunidade batesse em minha porta.
Estava linda, arrumada e com maquiagem e perfume de back up no carro para os retoques necessários.
O dia não passava, ele não ligava e eu já me arrependia amargamente quando meu celular sinaliza uma nova mensagem:
"Eu posso se você puder."
A Resposta Final
"Eu posso. Nós podemos. Que horas?"
O Pré Encontro
Depois de mais algumas trocas de mensagens decidimos que iríamos em uma das duas últimas sessões e como eu estava em pânico com tudo isso combinei um happy com as minhas amigas pra tentar aliviar a espera.
Já no bar nada distraia o meu pensamento, quer dizer, quase nada, porque tinha um cara beeem gatheeenho na mesa da frente e eu tentava flertar com ele, mas acredito que o encanto dele por mim acabou quando eu dei de louca e comecei a gritar desesperadamente ao ver a ligação do Vinicius.
Enfim, definimos horários e que eu passaria pra pegá-lo - eu sei que não deveria me prestar a esse papel masculino, mas naquela altura da situação, não seria isso que faria diferença.
Peguei o carro, retoquei maquiagem, retoquei perfume, abri os vidros pra não ficar na cara que eu repassei o perfume e me dirigi ao local combinado.
O (derradeiro) Encontro
Peguei ele na casa do pai e ao entrar no carro tudo certo. Claro que eu tive a vontade de beijá-lo já naquele instante, mas me contive e pensei que seria melhor que ele tomasse a iniciativa. Até o shopping fomos batendo papo na boa, nos atualizando dos últimos acontecimentos.
Compramos os convites e ainda tivemos tempo de conversar até a abertura das salas. Falamos sobre trabalho, viagens, vida social, expectativas e sei lá mais o que. Dividia meu pensamento entre o assunto abordado x como me manter e sentar de forma sexy x o pensamento incansável de qual seria o momento do beijo. Em um determinado momento, quando o ele falava sobre sua nova casa ele disse:
"Você terá o prazer de conhecê-la"
E eu logo pensei "Hoje, claro!"
Adentramos o cinema e em todos os momentos ele foi gentil. Comprou coisinhas pra comermos e bebermos, me deixou ecolher o lugar sentar e continuamos nosso papo até o início do filme.
Como eu adoro desenhos e em especial o Madagascar, não me incomodei com o fato de que ele não havia feito nada pra ficar comigo. Porém, quando notei que o filme estava por acabar o desespero bateu. Juntei a fome com a vontade de comer, digo, o frio com a vontade de beijar e me aconcheguei próximo a ele usando o frio como desculpa para que ele aquecesse minhas mãos.
Ok! Até ai estava bem feliz pois ele foi receptivo. Segurou minhas mãos e com o tempo passou a acariciá-las. Pensei comigo "a qualquer momento vem o beijo". Como o final do filme chegou antes desse momento me pus a olhar pra ele com cara de quem quer alguma coisa. Ele, claro, notou e me mostrou isso através de um sorrisou que me bambeou as pernas e mais uma vez pensei "a qualquer momento vem o beijo". Ficou aquele clima tenso, bem de quem perde o timing saca? Pois bem, nesse momento já tirei minha mão dele e ouço "É difícil".
A esperança voltou ao meu peito, pois achei que ele estava fazendo charminho e mais uma vez pensei "a qualquer momento vem o beijo". Sorri pra ele como quem diz "fique tranquilo, me beije que eu vou retribuir". Porém ele não fez nada, apenas manteve o mesmo discurso "É difícil".
Me irritei com aquilo e o chamei pra ir embora, pois estávamos fazendo hora esperando a maioria das pessoas do cinema se retirar. Entramos no carro um tanto sem jeito e ele foi me explicando o caminho da casa dele e muito simpático me disse que eu poderia aparecer quando quisesse pois a porta estaria sempre aberta. Óbvio que prestei muita atenção no caminho para conseguir voltar um dia (pelo menos foiisso que eu pensei naquele momento).
O Tchau
Na rua em que ele mora não pode estacionar, então logo perguntei:
"Onde posso parar o carro"
E ele disse:
"Pode ser aqui mesmo"
Não entendi nada, mas imaginei que pelo adiantado da hora já estaria liberado o estacionamento de carros naquele local. Parei, mas fiquei com medo de baterem em meu carrinho então perguntei:
"Não é melhor eu estacionar naquela rua?"
Quando a bigorna caiu em minha cabeça:
"Ah! Você vai estacionar?"
Caralho! Como assim eu vou estacionar? Claro seu FDP! Ou acha que eu investi em manicure, pedicure, depilação, roupa, cinema, pra ir pra casa?????? Mas não poderia dizer isso. Então meu orgulho me ajudou a ter uma resposta rápida:
"Não, mas você precisa pegar sua mochila e seu note no porta malas e aqui fica ruim não?"
Ele disse que não tinha problema e veio me dar tchau.
Poutaquepariu, como assim? Então é isso? Agora eu vou pra casa? Sem entender nada?
Mal terminei meus pensamentos quando mais uma vez ele disse, mas agora com um complemento:
"É difícil! Você não sabe o quanto é difícil ficar próximo a você e não fazer nada. Só eu sei o quanto estou me controlando"
Ai eu não me aguentei e perguntei:
"Mas por que mesmo você está se controlando?"
(Por que eu perguntei isso?)
E sem dó nem piedade ele disse:
"É que tem duas semanas que mudei meu estado civil"
Ainda sem acreditar no que eu ouvi, perguntei:
"Então você está oficialmente namorando?"
"Estou. Ela é de outro estado. É difícil ficar do seu lado sem fazer nada. É tudo estranho, mas ..."
"Ok! Tchau!"
Ele ainda veio me abraçar umas três vezes até que eu disse que se ele me desse mais um abraço eu iria beijá-lo. Ele sorriu e saiu do meu carro.
Depois desse momento eu não sei mais. Acho que ele chegou a falar comigo pela janela do carro, mas sinceramente não lembro de mais nada ...
