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domingo, 22 de novembro de 2009

Eu por Mim mesma


Passar esses dias na praia foi bom, pro corpo e pra cabeça. Passei alguns momentos comigo mesma. No começo fiquei apavorada, mas depois aceitei os pensamentos que tomavam conta de mim. Revi algumas cenas, criei outras, viajei nas minhas vontades, me censurei em alguns momentos, mas um sentimento ainda me perseguia. Independente de qualquer coisa, sempre que pensava nele era com carinho. Um carinho grande que me aquecia. Ainda me pergunto muitas coisas, me divido entre me culpar e simplesmente aceitar que a "vida tem dessas coisas". No fundo acho que ainda quero algumas coisas do meu jeito e não aceitei que isso não vai acontecer. Me pego buscando motivos pra uma esperança que nesse caso deveria ter sido a primeira a morrer.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

O exorcismo de Fernanda

Sai pobreza desse corpo que não te pertence!
Sai maquiagens da Avon desse rostinho que merece MAC!
Sai Renner desse corpinho que merece no mínimo ZARA!
Sai 25 de março desse ombro que merece carregar uma Gucci verdadeira!
Sai gordura desse corpo que merece curvas definidas e com músculos como os da Priscila do BBB!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Desejo do Dia

Correr pela chuva arrancando a roupa e gritando FREEEEEEDOOOONNNNN

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Carência Virtual

Agora eu tenho um Twitter!!!
Mas estou me sentindo sozinha ... ninguém me segue snif snif snif

Vocês já notaram como esse mundo virtual pode ser solitário?
Tenho um blog com poucas visitas, um twitter sem seguidores.
Nesse caso, será que estou sofrendo de carência virtual?
Espero que não exista uma depressão virtual

domingo, 14 de junho de 2009

MEU Dia dos Namorados

Vigésimo oitavo dia dos namorados que eu passo solteira. Fico me perguntando se um dia terei companhia nessa data, mas do jeito que eu sou cagada é bem provável que quando eu tiver alguém do meu lado, o dia dos namorados não exista mais, porque pra quem não sabe, essa data foi criada para o comércio faturar mais entre o dia das mães e o dia dos pais, ou seja, totalmente passível de sumir do calendário no exato dia que eu assumir um compromisso.
Estou me sentindo incomodada com esse dia muito antes dele chegar. Aliás, quando essa semana começou, eu já me irritei com as pessoas contando seus planos em casal e com todas as lojas falando sobre promoções para presentes, a televisão arremessando na minha cara uma tonelada de corações, beijos e suspiros apaixonados.
Minha vida estava uma bagunça, cheia de novos desafios e novas dúvidas. Consegui por uns dois dias pensar apenas no trabalho. Se tivesse essa consciência estaria feliz, mas só fui perceber isso quando na quarta-feira começaram a comentar essa data novamente.
Ok! Eu poderia passar por mais essa data numa boa. Estava confiante nisso, até que chegou o feriado do dia 11 e eu já não tinha forças de fazer nada. Fiquei em casa e troquei aquele que seria o único plano do feriado inteiro por uma noite de sono. Na quinta sai com meus pais e anoite me forcei a ir na casa da Luana, onde fizemos fondue, tomamos vinho, comemos chocolate, fofocamos e assistimos Flashdance. Foi bom, muito bom mesmo, uma noite que me fez bem, mas tinha que voltar logo pra casa porque o fatídico dia 12 estava chegando e com ele mais um dia de trabalho.
Fui pra agência e o mais interessante é que eu fiz por lá o que queria fazer com a minha vida como um todo: Organizar! Comecei pelos armários, os documentos, as pastas, gavetas e depois montei alguns procedimentos para que fique mais fácil e seguro esse meu mês de trabalho lá dentro. Mas precisava fazer isso com a minha vida. Arrumar meus armários, minhas gavetas, meus pensamentos, meus desejos, meus objetivos ...
Enfim não fiz nada disso. Sai mais cedo do trabalho e fiquei horas em um trânsito que me enlouquecia por me permitir ter mil pensamentos ao mesmo tempo. Precisava comprar o presente do meu pai, que eu não sabia o que seria, mas sabia que não estava disposta a bancar uma ida ao shopping no dia dos namorados. Pensava em alguma coisa pra fazer nessa noite, mas ao mesmo tempo tentava não querer sair, pra passar mais tempo com meu pai. Depois de muito pensar em muitas coisas e todas elas me levarem a sentir um buraco do tamanho do mundo dentro do meu peito decidi tomar uma atitude e ligar pras amigas e tentar marcar alguma coisa.
A Carla eu sabia que estava em sua viagem de casal, a Luana queria sair de balada, mas pra um bar escuro e claustrofóbico que eu curtia muito nos anos 90, achava rebelde e minha cara, mas agora, 10 anos depois, seria um dos últimos lugares pra onde eu iria em qualquer circunstância, muito menos no dia dos casais, que já era deprimente o suficiente pro meu gosto. Tentei então a Roberta, mas ela estava na estrada indo pra Campos do Jordão. Tudo bem que eu não teria dinheiro e não iria, mas em meio aquela confusão de sentimentos e o buraco se abrindo cada vez mais no meu peito, cheguei a sentir raiva dela por não ter me convidado.
Quase chegando em casa e depois de ter decidido qual seria o presente do meu pai, o Ricardo me liga, com uma boa intenção, mas como nossa amizade é escrachada, acabei exaltando o meu mau humor sobre esse dia. Aluguei filmes de comédia romântica e passei a noite pensando como eu seria feliz se tivesse alguém e depois pensei em qual seria a forma romântica em que conhecerei meu namorado. Tolices.
Como se não bastasse a sexta, hoje, sábado, continuo com a mesma sensação. Minhas amigas continuam em Campos e São Thomé das Letras. Minhas opções se restringiam a Ricardo e Luana. Liguei pro Ri e ele estava indo aproveitar o seu presente de dia dos namorados com a Vanessa. Nem quis saber mais detalhes. Já desliguei e cai no choro impensado, apenas sentindo e de forma forte e rápida. Nem racionalizei o que sentia e já comecei a escrever esse texto. Ainda preciso ligar pra Luana, tentar de alguma forma encontrar algo que me tire de casa, que me permita beber, encher a cara e rir de tudo e de todos.
Só quero que esse feriado, final de semana, dia dos namorados acabe.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Biscoito da Sorte

Não se desvie do caminho que o destino lhe atribuiu.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

De volta ao trabalho. Mas querendo mesmo é voltar pra casa.


Tô sentindo falta do som da TV, do cheirinho do meu cachorro, de sair de casa pra ir no mercado, de alugar DVD, de ter grandes idéias pro blog (porque realizá-las é sempre o mais complicado).

Mas tem algo muito importante que eu percebi nesse rápido momento de amargura em voltar ao trabalho: O QUE ME BODEIA DE VERDADE É TER QUE CUMNPRIR HORÁRIO.

Estou aqui na agência desde as 10h30 e ainda não fiz nada. Precisam fechar algumas coisas no projeto para que o meu trabalho efetivamente comece, mas isso nem será fechado hoje, e mesmo assim eu fico aqui, sentada com cara de idiota olhando pra tela. Odeio coisas improdutivas. Poxa, se tem trabalho eu viro madrugada, gosto disso, mas se não tem me deixa ir pra casa peloamordedeus.