Palhaço Azul Marini:
"Oi Fe
quanto tempo, como que você está?
Beijos"
Eu:
"Estou ótima!
Obrigada por perguntar."
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domingo, 9 de agosto de 2009
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Palhaço Nota 7 - Ou Caso X
Mais um e-mail trocado com as amigas.
Dessa vez contando de uma outra balada em que encontrei o X, ou nota 7, tanto faz ...
De: "Fernanda"
Para: "C**** F*****" <*************@hotmail.com>, "R****** P****** P*****" <**********@yahoo.com.br>, "L**** <**************@hotmail.com>
Oi meninas!!!!
Então, pra poder contar a todas de uma vez e não ter que esperar a próxima bebedeira relatarei abaixo os acontecimentos da noite de ontem, bem como um ato meu impensado hoje ahahahahhahh:
Depois de rodar muito pra encontrar a balada e fazer o cara do estacionamento me acompanhar até a porta do local porque eu ainda não estava vendo onde era, adentrei a balada que estava boa, mas abarrotada de gente. Confesso que rolou uma certa claustro, mas ok depois passou.
Vi um mar de gente em minha frente e repirei fundo pra mergulhar e encontrar meus amigos. Bom, como Murphy é meu amigo e camarada, no meio da pista da banda (porque tinham duas pistas) eu dou de cara com o X, quer dizer, dou de nuca porque ele estava de costas. Eu só não sai correndo porque não dava. Olhei em volta dele em questão de segundos e não vi nenhum dos meninos. Então segui reto e fui pra um espaço externo onde já entrei em território amigável porque vi todo mundo.
Dei aquele oi de bebada que sai trançando perna, o R**** me zuabdo até não poder mais quando o P**** me vem com uma dose de vodca pra eu tomar ... não ia fazer desfeita com o aniversariante não é mesmo? Tomei! Uhu! Bom, eu discretamente perguntei quem mais estava na balada, até um deles (meu, sério mesmo não lembro quem me falou o que) disse que não tinha mais ninguém além deles ali e mais o X, que já estava na balada e ninguém sabia. Isso mesmo, ele estava ali por um acaso, ou porque o diretor do Show de Trumam que eu vivo queria colocar um pouco mais de agito na programação da noite de sábado e aumentar o Ibope, só pode ser isso.
Nesse meio tempo Xandão chegou na nossa roda.Veio todo cheio de mão me encoxando pra dar oi com direito a sussurro no ouvido. Entrei na brincadeira, sorri, mas ao mesmo tempo não tive coragem de fazer nada, o que me levou diretamente ao bar pra pedir mais uma dose de vodca.
Constatação da noite: Se eu arrumar um namorado terei que viver bebada, porque sóbria eu sou uma cagona.
Voltando ...
Passei a noite mostrando o quanto eu estava feliz, bem resolvida, amada, alegre, que eu era cheia de amigos, que eu tinha força nos joelhos pra descer até o chão, que minha cintura tem molejo de tanto que rebolei e mesmo assim ele não fez mais nada. Ai achei melhor não dizer mais nada do que tinha pensado.
Enfim, por volta de 4h de la mañana eu decidi ir embora, mas era uma fila que desestimulava qualquer ser humano. Acabei me jogando na pista da banda novamente, e de repente, entre uma pirueta e outra eu vejo o X em minha frente e não me aguentei, segue o diálogo:
Eu: "ME DIZ UMA COISA, COMO EU FAÇO PRA CONSEGUIR PONTO POSITIVO?"
X: "FÊ, VOCÊ SE SUPERA, VOCÊ ME SURPREENDE AHAHAHAHA ..."
Eu: "AH É?! AHAHAHA" (os risos eram sem graça)
X: "VOCÊ É MUITO CRIATIVA!! AHAHAHAH"
Ok, mas e a resposta não é mesmo? Entrei mais um pouco no jogo dele, disse que eu era criativa mesmo, rimos, nos abraçamos, brincamos mais com isso até que ...
Eu: "MAS QUAL A RESPOSTA MESMO? COMO EU FAÇO PRA GANHAR PONTO POSITIVO?"
X: "AI FÊ, VOCÊ ME DEIXA TRAVADO, EU NUNCA SEI O QUE DIZER."
Eu: "OK EU JÁ ENTENDI. JÁ SEI O QUE ISSO SIGNIFICA"
X: "NÃO. CALMA, MAS EU NÃO DISSE NADA. ESTOU SEM GRAÇA."
Eu: "TUDO BEM, EU JÁ ENTENDI"
X: "NÃO, MAS EU NEM DISSE NADA ..."
Eu: "OK X, OLHA LÁ NA FÓRMULA 1, O MASSA ACABA DE ABANDONAR A PROVA" (Estava passando a corrida no telão)
Sai de perto dele e deixei ele com cara de cu, e claro que no fundo eu estava com cara de cu, mas eu tenho uma capacidade de aletrar as feições que nem eu mesma acredito. Mais tarde fui embora e nem vi pra que lado ele estava. Mas sei que ele ainda estava lá.
Bom, resumindo, como eu disse na mensagem, a balada foi bem bacana, me diverti, dancei, cantei, vale bem a apena ir lá, mas ele, bom, ele foi um merda! Mas como eu sou uma pessoa que não se controla, há pouco entrei no orkut e coçando daqui, coçando dali, eu acessei a página dele, acessei os recados e quando eu vi escrevi e postei:
"Recebi um recado da diretoria.
Você está de recuperação! Vai precisar estudar hein?! Se quiser é claro.
Já eu passei direto. Tinha 7 e ainda ganhei uns potinhos positivos pela criatividade, foi muito fácil. Ahahhahahah
Beijos"
Acho que eu sou louca! Obrigada!
Dessa vez contando de uma outra balada em que encontrei o X, ou nota 7, tanto faz ...
De: "Fernanda"
Para: "C**** F*****" <*************@hotmail.com>, "R****** P****** P*****" <**********@yahoo.com.br>, "L**** <**************@hotmail.com>
Oi meninas!!!!
Então, pra poder contar a todas de uma vez e não ter que esperar a próxima bebedeira relatarei abaixo os acontecimentos da noite de ontem, bem como um ato meu impensado hoje ahahahahhahh:
Depois de rodar muito pra encontrar a balada e fazer o cara do estacionamento me acompanhar até a porta do local porque eu ainda não estava vendo onde era, adentrei a balada que estava boa, mas abarrotada de gente. Confesso que rolou uma certa claustro, mas ok depois passou.
Vi um mar de gente em minha frente e repirei fundo pra mergulhar e encontrar meus amigos. Bom, como Murphy é meu amigo e camarada, no meio da pista da banda (porque tinham duas pistas) eu dou de cara com o X, quer dizer, dou de nuca porque ele estava de costas. Eu só não sai correndo porque não dava. Olhei em volta dele em questão de segundos e não vi nenhum dos meninos. Então segui reto e fui pra um espaço externo onde já entrei em território amigável porque vi todo mundo.
Dei aquele oi de bebada que sai trançando perna, o R**** me zuabdo até não poder mais quando o P**** me vem com uma dose de vodca pra eu tomar ... não ia fazer desfeita com o aniversariante não é mesmo? Tomei! Uhu! Bom, eu discretamente perguntei quem mais estava na balada, até um deles (meu, sério mesmo não lembro quem me falou o que) disse que não tinha mais ninguém além deles ali e mais o X, que já estava na balada e ninguém sabia. Isso mesmo, ele estava ali por um acaso, ou porque o diretor do Show de Trumam que eu vivo queria colocar um pouco mais de agito na programação da noite de sábado e aumentar o Ibope, só pode ser isso.
Nesse meio tempo Xandão chegou na nossa roda.Veio todo cheio de mão me encoxando pra dar oi com direito a sussurro no ouvido. Entrei na brincadeira, sorri, mas ao mesmo tempo não tive coragem de fazer nada, o que me levou diretamente ao bar pra pedir mais uma dose de vodca.
Constatação da noite: Se eu arrumar um namorado terei que viver bebada, porque sóbria eu sou uma cagona.
Voltando ...
Passei a noite mostrando o quanto eu estava feliz, bem resolvida, amada, alegre, que eu era cheia de amigos, que eu tinha força nos joelhos pra descer até o chão, que minha cintura tem molejo de tanto que rebolei e mesmo assim ele não fez mais nada. Ai achei melhor não dizer mais nada do que tinha pensado.
Enfim, por volta de 4h de la mañana eu decidi ir embora, mas era uma fila que desestimulava qualquer ser humano. Acabei me jogando na pista da banda novamente, e de repente, entre uma pirueta e outra eu vejo o X em minha frente e não me aguentei, segue o diálogo:
Eu: "ME DIZ UMA COISA, COMO EU FAÇO PRA CONSEGUIR PONTO POSITIVO?"
X: "FÊ, VOCÊ SE SUPERA, VOCÊ ME SURPREENDE AHAHAHAHA ..."
Eu: "AH É?! AHAHAHA" (os risos eram sem graça)
X: "VOCÊ É MUITO CRIATIVA!! AHAHAHAH"
Ok, mas e a resposta não é mesmo? Entrei mais um pouco no jogo dele, disse que eu era criativa mesmo, rimos, nos abraçamos, brincamos mais com isso até que ...
Eu: "MAS QUAL A RESPOSTA MESMO? COMO EU FAÇO PRA GANHAR PONTO POSITIVO?"
X: "AI FÊ, VOCÊ ME DEIXA TRAVADO, EU NUNCA SEI O QUE DIZER."
Eu: "OK EU JÁ ENTENDI. JÁ SEI O QUE ISSO SIGNIFICA"
X: "NÃO. CALMA, MAS EU NÃO DISSE NADA. ESTOU SEM GRAÇA."
Eu: "TUDO BEM, EU JÁ ENTENDI"
X: "NÃO, MAS EU NEM DISSE NADA ..."
Eu: "OK X, OLHA LÁ NA FÓRMULA 1, O MASSA ACABA DE ABANDONAR A PROVA" (Estava passando a corrida no telão)
Sai de perto dele e deixei ele com cara de cu, e claro que no fundo eu estava com cara de cu, mas eu tenho uma capacidade de aletrar as feições que nem eu mesma acredito. Mais tarde fui embora e nem vi pra que lado ele estava. Mas sei que ele ainda estava lá.
Bom, resumindo, como eu disse na mensagem, a balada foi bem bacana, me diverti, dancei, cantei, vale bem a apena ir lá, mas ele, bom, ele foi um merda! Mas como eu sou uma pessoa que não se controla, há pouco entrei no orkut e coçando daqui, coçando dali, eu acessei a página dele, acessei os recados e quando eu vi escrevi e postei:
"Recebi um recado da diretoria.
Você está de recuperação! Vai precisar estudar hein?! Se quiser é claro.
Já eu passei direto. Tinha 7 e ainda ganhei uns potinhos positivos pela criatividade, foi muito fácil. Ahahhahahah
Beijos"
Acho que eu sou louca! Obrigada!
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sexta-feira, 17 de abril de 2009
Palhaço Nota 7 - A razão do nome
Segue e-mail trocado com uma amiga, explicando o fato que originou o nome Nota 7 pra esse palhaço:
De: "Fernanda" f***************@yahoo.com.br
Para: "C**** F*****" *************@@hotmail.com
C******, eu vou lhe contar a minha saga do final de semana ...
No sábado, sai do shopping e dei uma passada pela Vila Madalena, na porta da balada, não sei ao certo o que ia fazer, mas passei o caminho todo inventando formas do universo me dizer se eu deveria ou não entrar naquela balada, porque, como sempre, eu estava bem confusa.
Primeiro disse que se eu achasse vaga na porta eu deveria entrar. Passei e vi a vaga na porta, mas estava do outro lado, então, até eu dar a volta não existia mais a vaga. Achei que isso era sinal pra eu ir embora. Então pensei que se visse algum conhecido na porta eu entraria, mas não vi ninguém, então tomei o rumo de casa.
Já fora da Vila Madalena, eu decidi que eu queria ir na baladinha, mas no fundo tinha medo de me chatear e por isso ficava colocando condições pra entrar. Então lembrei do que a terapeuta disse, que eu sempre acabo tomando as decisões, mesmo quando acho que não, e que devo aceitá-las. Eu vi que se eu realmente não quisesse ir eu nem teria perdido tempo passando na porta.
Pronto, adimiti isso pra mim e tomei rumo em direção a Rua Inácio Pereira da Rocha. Chegando lá eu me dei conta que meu medo na verdade estava diretamente ligado ao X (nome anterior ao ocorrido que relato aqui), porque eu sabia que ele estaria lá. Fiquei pensando em como seria vê-lo. E se ele estivesse ficando com alguém? E se esse alguém fosse alguma conhecida minha? E se nesse meio tempo ele tivesse começado a namorar? E se ele nem ligasse pra minha presença? E se ele não quisesse ficar comigo? Você sabe como eu sou né?! Fico sempre querendo que os caras fiquem afim de mim mesmo quando eu sei que eles não são os caras que eu quero do meu lado.
Respirei fundo e entrei. Só então me dei conta de que eu estava sozinha e me vi naquela situação que odeio de ficar com cara de idiota procurando as pessoas. Senti medo de não ser bem recebida pelos meus amigos. Fiquei um tempo sem saber como me comportar quando vi o H****** passando e decidi seguí-lo pra encontrar todo mundo. Dito e feito. Ele parou e eu dei de cara com (nessa ordem): P***, X, R**** e M****.
Cumprimentei a todos e eles foram super receptivos. Bom, o X foi muito simpático, me abraçou, perguntou como eu estava, alisou meus cabelos, todo aquele nhe nhe nhe de caras com o tipinho dele, tipinho xavequeiro que quer a atenção de todas (sim agora é isso que eu penso dele).
Subi no mesanino, encontrei as respectivas de cada um e a J***, que resgatava ursinhos comigo no sítio. Bom, eu estava decidida a não beber quando ela veio correndo na minha direção gritando que comprou ursinhos pra mim. Sim, ela trouxe um pacote daquelas balas pra nos divertirmos aquela noite. Ela disse que estava triste achando que eu não ia, mas já que eu cheguei a gente tinha que comemorar salvando ursinhos.
Bom, com toda aquela situação, a minha cabeça girando, o medo batendo no peito, a vontade de ser querida pelos meus amigos com o medo da rejeição e claro, no fundo a vontade de ficar com o X, eu pedi uma vodca com guaraná e caguei pro meu remédio. Rapidamente meu copo secou e tive que pedir mais uma dose. Confesso que eu não fiquei tão alterada, mais alegrinha sim, mais feliz, mas não alterada e nem do tipo bêbada.
Notei que os meninos não conhecem alguns lados meus, e confesso que gostei disso. Depois eles levaram tudo numa boa e eu aproveitava pra de alguma forma chamar atenção do X dançando até o chão.
Sempre que nossos olhos se cruzavam ele sorria. Mas isso não me satisfazia. Ai você sabe como é né?! Eu pensei, pensei, e fui na direção dele que estava sentado, como se fosse pegar minha bolsa. Cheguei por trás dele, peguei o copo de wisky, deim um gole do tamanho do mundo e fui direto ao ouvido: "DE ZERO A DEZ, QUAL A CHANCE DE GANHAR UM BEIJO SEU ESSA NOITE?".
Sim, eu perguntei isso! Ccom aquele ar de goxtosa (goxtosa com X é quando eu estou bêbada) que apenas a vodca me dá. Olhei bem dentro dos olhos dele enquanto ele gaguejava pra dizer que aquela pergunta deixava ele travado e que ele não tinha o que responder. Ai que ódio! Cuzão! Gente, essa resposta é tão simples quanto sim e não. Se quisesse me beijar bastava dizer 10, se não quisesse dizia 0, tão simples quanto isso. Mas não, ele curte fazer um charme. Perguntei de novo, então ele sorriu, me puxou pela cintura e disse no meu ouvido: "SETE".
Porra, sete? Sete? E ele ainda faz firula pra dizer sete? Precisa pegar minha cintura e vim falar no meu ouvido se a nota é sete? Ele não parou por ai, ainda perguntou se era uma nota boa. Eu, como uma bêbada carente, ao invés de sair e deixar ele falando sozinho, dei trela e disse que sete, na minha escola era média pra passar de ano, não era tão ruim, mas não era nada de mais, até que ele responde: "MAS NA MINHA ESCOLA A MÉDIA É 5, ENTÃO AS CHANCES ESTÃO ACIMA DA MÉDIA", piscou e sorriu como se fosse muito sedutor o que ele tinha acabado de me dizer.
Quis me bater. Me chicotear. Me esfolar e me deixar ajoelhada no milho pra aprender a não ser mais tão idiota. Por que eu fiz isso comigo? Mas o mais engraçado é que naquele momento isso não me abalou. Eu desci, dancei mais, me diverti mesmo. Até que eu me dei conta de que ele não estava com a gente e quando olhei vi que ele estava com o P*** conversando com umas meninas que naquela noite deveriam ter uma nota maior do que 7 na escala dele de chances de beijo na boca. Nesse momento eu fiquei puta, porque me dei conta que ele disse uma nota média pra me manter por perto caso ele não pegasse ninguém.
Dei tchau pra galera. Nada de mais. Claro que eu tive vontade de falar alguma coisa que pudesse me fazer sair por cima naquela história e fazer ele se sentir um bosta. Eu poderia fazer isso, tinha muitas coisas em minha mente pra acabar com ele, mas achei melhor não. Tentei assim quebrar um pouco esse meu comportamento de querer ser a melhor. Eu procurei por aquela resposta. Eu não deveria ter falado nada, mas falei, então, eu ainda sairia como louca se tentasse falar alguma coisa.
Olha, achei que ia ficar mau. No caminho até o carro eu pensei no que aconteceu e me senti meio como a última mulher. Comecei a trocar idéia com a tia que olhava meu carro, meu ela é muito bacana, sério mesmo. Ela disse uma coisa muito certa. Ela disse que eu não devo ir atrás dele. Se não é ele o cara que eu quero, não devo gastar minhas energias com ele e nem deixar que coisas como essa acabem com a minha auto estima. Meu e não é que ela está certa? Mas como ela também é mulher e tem orgulho, ela me aconselhou a me manter distante, e da próxima vez que vê-lo, ela disse que eu devo tratar ele como qualquer outro cara, e me mostrar muito feliz, mas ela disse que essa felicidade tem que ser verdadeira.
Olha, eu curti falar com ela viu?! Quando eu for na Vila de novo eu vou estacionar o carro naquela rua porque ela é bem gente boa.
Bom animal, era isso que eu precisava contar. Ufa! Sei que me empolguei na escrita, mas eu realmente precisava escrever tudo o que aconteceu.
Beijos,
Fernanda
De: "Fernanda" f***************@yahoo.com.br
Para: "C**** F*****" *************@@hotmail.com
C******, eu vou lhe contar a minha saga do final de semana ...
No sábado, sai do shopping e dei uma passada pela Vila Madalena, na porta da balada, não sei ao certo o que ia fazer, mas passei o caminho todo inventando formas do universo me dizer se eu deveria ou não entrar naquela balada, porque, como sempre, eu estava bem confusa.
Primeiro disse que se eu achasse vaga na porta eu deveria entrar. Passei e vi a vaga na porta, mas estava do outro lado, então, até eu dar a volta não existia mais a vaga. Achei que isso era sinal pra eu ir embora. Então pensei que se visse algum conhecido na porta eu entraria, mas não vi ninguém, então tomei o rumo de casa.
Já fora da Vila Madalena, eu decidi que eu queria ir na baladinha, mas no fundo tinha medo de me chatear e por isso ficava colocando condições pra entrar. Então lembrei do que a terapeuta disse, que eu sempre acabo tomando as decisões, mesmo quando acho que não, e que devo aceitá-las. Eu vi que se eu realmente não quisesse ir eu nem teria perdido tempo passando na porta.
Pronto, adimiti isso pra mim e tomei rumo em direção a Rua Inácio Pereira da Rocha. Chegando lá eu me dei conta que meu medo na verdade estava diretamente ligado ao X (nome anterior ao ocorrido que relato aqui), porque eu sabia que ele estaria lá. Fiquei pensando em como seria vê-lo. E se ele estivesse ficando com alguém? E se esse alguém fosse alguma conhecida minha? E se nesse meio tempo ele tivesse começado a namorar? E se ele nem ligasse pra minha presença? E se ele não quisesse ficar comigo? Você sabe como eu sou né?! Fico sempre querendo que os caras fiquem afim de mim mesmo quando eu sei que eles não são os caras que eu quero do meu lado.
Respirei fundo e entrei. Só então me dei conta de que eu estava sozinha e me vi naquela situação que odeio de ficar com cara de idiota procurando as pessoas. Senti medo de não ser bem recebida pelos meus amigos. Fiquei um tempo sem saber como me comportar quando vi o H****** passando e decidi seguí-lo pra encontrar todo mundo. Dito e feito. Ele parou e eu dei de cara com (nessa ordem): P***, X, R**** e M****.
Cumprimentei a todos e eles foram super receptivos. Bom, o X foi muito simpático, me abraçou, perguntou como eu estava, alisou meus cabelos, todo aquele nhe nhe nhe de caras com o tipinho dele, tipinho xavequeiro que quer a atenção de todas (sim agora é isso que eu penso dele).
Subi no mesanino, encontrei as respectivas de cada um e a J***, que resgatava ursinhos comigo no sítio. Bom, eu estava decidida a não beber quando ela veio correndo na minha direção gritando que comprou ursinhos pra mim. Sim, ela trouxe um pacote daquelas balas pra nos divertirmos aquela noite. Ela disse que estava triste achando que eu não ia, mas já que eu cheguei a gente tinha que comemorar salvando ursinhos.
Bom, com toda aquela situação, a minha cabeça girando, o medo batendo no peito, a vontade de ser querida pelos meus amigos com o medo da rejeição e claro, no fundo a vontade de ficar com o X, eu pedi uma vodca com guaraná e caguei pro meu remédio. Rapidamente meu copo secou e tive que pedir mais uma dose. Confesso que eu não fiquei tão alterada, mais alegrinha sim, mais feliz, mas não alterada e nem do tipo bêbada.
Notei que os meninos não conhecem alguns lados meus, e confesso que gostei disso. Depois eles levaram tudo numa boa e eu aproveitava pra de alguma forma chamar atenção do X dançando até o chão.
Sempre que nossos olhos se cruzavam ele sorria. Mas isso não me satisfazia. Ai você sabe como é né?! Eu pensei, pensei, e fui na direção dele que estava sentado, como se fosse pegar minha bolsa. Cheguei por trás dele, peguei o copo de wisky, deim um gole do tamanho do mundo e fui direto ao ouvido: "DE ZERO A DEZ, QUAL A CHANCE DE GANHAR UM BEIJO SEU ESSA NOITE?".
Sim, eu perguntei isso! Ccom aquele ar de goxtosa (goxtosa com X é quando eu estou bêbada) que apenas a vodca me dá. Olhei bem dentro dos olhos dele enquanto ele gaguejava pra dizer que aquela pergunta deixava ele travado e que ele não tinha o que responder. Ai que ódio! Cuzão! Gente, essa resposta é tão simples quanto sim e não. Se quisesse me beijar bastava dizer 10, se não quisesse dizia 0, tão simples quanto isso. Mas não, ele curte fazer um charme. Perguntei de novo, então ele sorriu, me puxou pela cintura e disse no meu ouvido: "SETE".
Porra, sete? Sete? E ele ainda faz firula pra dizer sete? Precisa pegar minha cintura e vim falar no meu ouvido se a nota é sete? Ele não parou por ai, ainda perguntou se era uma nota boa. Eu, como uma bêbada carente, ao invés de sair e deixar ele falando sozinho, dei trela e disse que sete, na minha escola era média pra passar de ano, não era tão ruim, mas não era nada de mais, até que ele responde: "MAS NA MINHA ESCOLA A MÉDIA É 5, ENTÃO AS CHANCES ESTÃO ACIMA DA MÉDIA", piscou e sorriu como se fosse muito sedutor o que ele tinha acabado de me dizer.
Quis me bater. Me chicotear. Me esfolar e me deixar ajoelhada no milho pra aprender a não ser mais tão idiota. Por que eu fiz isso comigo? Mas o mais engraçado é que naquele momento isso não me abalou. Eu desci, dancei mais, me diverti mesmo. Até que eu me dei conta de que ele não estava com a gente e quando olhei vi que ele estava com o P*** conversando com umas meninas que naquela noite deveriam ter uma nota maior do que 7 na escala dele de chances de beijo na boca. Nesse momento eu fiquei puta, porque me dei conta que ele disse uma nota média pra me manter por perto caso ele não pegasse ninguém.
Dei tchau pra galera. Nada de mais. Claro que eu tive vontade de falar alguma coisa que pudesse me fazer sair por cima naquela história e fazer ele se sentir um bosta. Eu poderia fazer isso, tinha muitas coisas em minha mente pra acabar com ele, mas achei melhor não. Tentei assim quebrar um pouco esse meu comportamento de querer ser a melhor. Eu procurei por aquela resposta. Eu não deveria ter falado nada, mas falei, então, eu ainda sairia como louca se tentasse falar alguma coisa.
Olha, achei que ia ficar mau. No caminho até o carro eu pensei no que aconteceu e me senti meio como a última mulher. Comecei a trocar idéia com a tia que olhava meu carro, meu ela é muito bacana, sério mesmo. Ela disse uma coisa muito certa. Ela disse que eu não devo ir atrás dele. Se não é ele o cara que eu quero, não devo gastar minhas energias com ele e nem deixar que coisas como essa acabem com a minha auto estima. Meu e não é que ela está certa? Mas como ela também é mulher e tem orgulho, ela me aconselhou a me manter distante, e da próxima vez que vê-lo, ela disse que eu devo tratar ele como qualquer outro cara, e me mostrar muito feliz, mas ela disse que essa felicidade tem que ser verdadeira.
Olha, eu curti falar com ela viu?! Quando eu for na Vila de novo eu vou estacionar o carro naquela rua porque ela é bem gente boa.
Bom animal, era isso que eu precisava contar. Ufa! Sei que me empolguei na escrita, mas eu realmente precisava escrever tudo o que aconteceu.
Beijos,
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terça-feira, 7 de abril de 2009
Palhaço Nota 7 - Introdução
Conheci o Nota 7 há alguns anos, por intermédio do meu amigo N, antes de uma viagem pro Guarujá. Confesso que mesmo com minhas amigas dizendo que o Palhaço era a minha cara, eu achei ele meio bobo. A viagem foi bem normal, ele até ficou com uma amiga minha e eu achei bem engraçado.
Durante os 3 anos que passaram, sai de balada com ele por diversas vezes. Ele era engraçadinho mas nunca dei muita trela, acho que ainda persistia a idéia dele ser bobo.
Enfim, no início deste ano foi aniversário de N e fomos para o sítio de outro amigo comemorar. Chegamos às 15h do sábado e já abrimos uma garrafa de wisky. Entrei no clima dos meninos e fui embora nos destilados durante todo o dia. Em um certo momento, encasquetei que queria "pegar" o R, que é meu amigo há mais de 20 anos, ou seja, idéia surreal.
Depois de mais alguns copos eu racionalizei e vi que realmente beijar o R não teria o menor sentido, e nesse mesmo instante Nota 7 (que nesse momento eu ainda chamaria de Palhaço X) sentou na minha frente e eu apoiei os pés no colo dele e um estalo se deu em minha mente: "O X até que é bem bonitinho hein?!".
Fiquei chegia de graça e ele correspondeu.
Passamos o restante da noite de teretete e quando notamos estávamos apenas nós dois acordados. Enfim, acabou rolando de ficarmos e passarmos a noite juntos, até porque o sítio era pequeno e não tinha mais local pra dormir e tivemos que nos contentar com o colchão inflável dele.
Depois desse final de semana eu não o tinha visto mais. Sabia que não teríamos muito contato porque já não tínhamos antes e naquele final de semana um tirou a carência do outro e pronto. Bom, pelo menos era isso que eu tinha em minha mente até que o vi nas últimas duas semanas ... e descobri um outro lado dele, o de Palhaço mesmo. E foi no primeiro final de semana que eu o vi depois que ficamos, que ele foi rebatizado de Nota 7, mas essa história eu conto depois.
Durante os 3 anos que passaram, sai de balada com ele por diversas vezes. Ele era engraçadinho mas nunca dei muita trela, acho que ainda persistia a idéia dele ser bobo.
Enfim, no início deste ano foi aniversário de N e fomos para o sítio de outro amigo comemorar. Chegamos às 15h do sábado e já abrimos uma garrafa de wisky. Entrei no clima dos meninos e fui embora nos destilados durante todo o dia. Em um certo momento, encasquetei que queria "pegar" o R, que é meu amigo há mais de 20 anos, ou seja, idéia surreal.
Depois de mais alguns copos eu racionalizei e vi que realmente beijar o R não teria o menor sentido, e nesse mesmo instante Nota 7 (que nesse momento eu ainda chamaria de Palhaço X) sentou na minha frente e eu apoiei os pés no colo dele e um estalo se deu em minha mente: "O X até que é bem bonitinho hein?!".
Fiquei chegia de graça e ele correspondeu.
Passamos o restante da noite de teretete e quando notamos estávamos apenas nós dois acordados. Enfim, acabou rolando de ficarmos e passarmos a noite juntos, até porque o sítio era pequeno e não tinha mais local pra dormir e tivemos que nos contentar com o colchão inflável dele.
Depois desse final de semana eu não o tinha visto mais. Sabia que não teríamos muito contato porque já não tínhamos antes e naquele final de semana um tirou a carência do outro e pronto. Bom, pelo menos era isso que eu tinha em minha mente até que o vi nas últimas duas semanas ... e descobri um outro lado dele, o de Palhaço mesmo. E foi no primeiro final de semana que eu o vi depois que ficamos, que ele foi rebatizado de Nota 7, mas essa história eu conto depois.
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segunda-feira, 30 de março de 2009
Desempregada
Sim, estou desempregada.
Estou correndo atrás de uns novos projetos e por isso estou sem tempo de escrever aqui, mas acho que essa semana consigo me esquematizar melhor e vou contando tudo o que está acontecendo, até porque, apareceu um novo palhaço na minha vida, o Palhaço X. Depois conto sobre ele.
Beijos
Estou correndo atrás de uns novos projetos e por isso estou sem tempo de escrever aqui, mas acho que essa semana consigo me esquematizar melhor e vou contando tudo o que está acontecendo, até porque, apareceu um novo palhaço na minha vida, o Palhaço X. Depois conto sobre ele.
Beijos
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Palhaço Azul Marinho - O Encontro
E então, o inevitável dia chegou e nos encontramos. Com tudo isso, quem está lendo deve estar pensando que, no mínimo, ele passou em casa e fomos comer em um fast food de shopping. Pois é, mas ele SE superou, eu ME superei. Nosso primeiro encontro foi em um POSTO DE GASOLINA!!! Isso mesmo que você leu e eu me recuso a escrever novamente.
Saio do trabalho com a certeza de que o veria aquele dia e assim que eu cheguei em casa ele me liga dizendo que não poderia sair porque ia pra praia com a família, mas que queria muito me ver, mesmo que por 5 minutos.
Claro que eu disse que também queria vê-lo e em um lampejo de idiotice eu aceitei encontrá-lo no local citado acima que fica no meio do caminho de nossa casa.
(Eu custo acreditar que eu fui numa boa, não me reconheço nesse momento).
Quando o vi ele já veio me abraçando forte, aquele olho no olho e eu lembrando que o doido disse que queria me beijar ... até que ele ... disse isso novamente. Dei aquela afastada básica pra fazer um doce e tentar conhecer ele um pouco mais, mas não deu muito certo, cada pergunta que eu fazia, antes dele responder ele tentava me beijar. Por fim seu objetivo foi alcançado! Beijei e não foi nada de tão maravilhoso, acho até que pelo contrário.
Como já deveria esperar, mas não esperava, ele veio com o papinho:
"Vamos pra algum lugar mais tranquilo, só nós dois?"
Fiquei puta! Por um instante a luz da serenidade iluminou minha cabeça e acabei questionando ele, afinal, se ele ia viajar, se não tinha tempo de ir em nenhum lugar, nem mesmo passar na minha casa, como ele arranjaria tempo pra ME CONHECER MELHOR?
Rolou aquele climão. Ele pediu desculpas, disse que eu estava certa e que ele estava agindo sem pensar, porque realmente estava de saida pra viajar.
(O que ele estava achando? Que ia rolar uma rapidinha pré viagem em qq rua escura ao lado do posto?)
Me despedi dele e fui embora ainda meio brava com tudo isso. Ele foi pra praia. Ficamos alguns dias sem contato até que ele voltou a se comunicar e explicar o porquê da distância, eu nem lembro o que era, mas era qualquer coisa como "estava lotado de trabalho esses dias".Fiquei de boa. Nem fá, nem fú. Mas ele foi voltando com toda força. Mandava e-mail, ficava o dia todo puxando assunto no msn e sempre muito solicito. Continuamos naquele papinho besta do VAMOS NOS VER sem nunca conseguir combinar nada.
Porém um dia estava na casa de uma produtora lá da agência, fazendo um happy hour com o pessoal e quando estava indo embora, já um tanto altinha, me liguei que estava no mesmo bairro da casa dele, claro que eu peguei o celular no mesmo minuto e liguei. Sem nem titubiar ele me chamou pra ir na casa dele. Como eu sei que ele mora com os pais achei até fofa a reação dele, não que fosse me apresentar a familia, mas ficaria comigo no hall do prédio sem medo que os pais vissem ele. Rá! Mas eu não deveria me surpreender ao chegar lá e saber que os pais dele estavam viajando. Ele desceu pra me buscar no carro, me deu um beijo doce, me mostrou a casa dele, um cavalheiro, até que perdeu a linha e caiu pra cima com todas as intenções do mundo.
O que rolou fica por conta de cada um ... mas posso afirmar que nada ali me faria voltar no tempo e nem querer que as coisas acontecessem da mesma forma em outro momento.
Depois desse dia eu resolvi afastar um pouco. Ainda falava com ele no msn, mas deixei de fazer planos, de marcar encontros e de dar esperança de alguma coisa, mas acho que de alguma forma isso mexeu com ele, porque ai passou a me ligar.
Ligou um dia e conversamos, ligou outro dia e tudo bem, até que no terceiro me ligou a cobrar.
SIM ELE ME LIGOU A COBRAR!
Atendi porque sei lá, ele poderia estar morrendo, precisando de ajuda. Mas assim que perguntei se ele estava bem e ele disse que sim, mas que estava com saudade, eu não tive dúvidas:
"Então vai colocar crédito nesse celular ... só assim você pode ser digno de sentir saudade de mim. Cara de pau!"
Tum - tum - tum - tum
Houve mais uma tentativa de ligação, mas quando ouvi a musiquinha da ligação a cobrar desliguei sem nem dar tempo dele falar alguma coisa. É muita folga não?
Depois disso?
Bom, depois disso continuamos a nos falar exporadicamente pelo msn, sem ligações, sem e-mails e sem encontros. Acho que nós dois nos usávamos para suprir carência.
[2 anos depois]
Um dia, com o saco na lua eu resolvi que não falaria mais com ele. Chega uma hora que essa punhetação irrita. Sumi. Mas ele insistia em aparecer do nada por e-mail, por que a essa altura eu já havia deletado ele do msn, do orkut e apagado o celular dele do meu celular.
(Parênteses para o Celular - Eu resolvi apagar o telefone dele no mesmo dia que apaguei de alguns outros caras, em um momento "limpando o lixo masculino de minha vida". O interessante nesse caso é que todos que eu apaguei, de alguma forma sentiram a vibração do delete e me mandaram mensagens com seus novos números de telefones. É sério! Aconteceu com mais de um cara. Eu vivo ou não em um Show de Truman?)
Voltando ao Azul Marinho ...
Com ele não foi diferente. Nem uma semana após o sim na pergunta DESEJA APAGAR ESSE NÚMERO?, ele me manda um e-mail com seu novo celular e seu nextel. DE-LE-TEI no mesmo minuto e senti orgulho de mim.
Fui ignorando alguns e-mails até que em um dia de carência respondi a um dos 1438 e-mails de "Oi tudo bem?" que ele mandava dia sim outro também. E isso bastou. Bastou para que voltássemos a programar um encontro. Que aconteceu, mas esse eu conto depois.
Saio do trabalho com a certeza de que o veria aquele dia e assim que eu cheguei em casa ele me liga dizendo que não poderia sair porque ia pra praia com a família, mas que queria muito me ver, mesmo que por 5 minutos.
Claro que eu disse que também queria vê-lo e em um lampejo de idiotice eu aceitei encontrá-lo no local citado acima que fica no meio do caminho de nossa casa.
(Eu custo acreditar que eu fui numa boa, não me reconheço nesse momento).
Quando o vi ele já veio me abraçando forte, aquele olho no olho e eu lembrando que o doido disse que queria me beijar ... até que ele ... disse isso novamente. Dei aquela afastada básica pra fazer um doce e tentar conhecer ele um pouco mais, mas não deu muito certo, cada pergunta que eu fazia, antes dele responder ele tentava me beijar. Por fim seu objetivo foi alcançado! Beijei e não foi nada de tão maravilhoso, acho até que pelo contrário.
Como já deveria esperar, mas não esperava, ele veio com o papinho:
"Vamos pra algum lugar mais tranquilo, só nós dois?"
Fiquei puta! Por um instante a luz da serenidade iluminou minha cabeça e acabei questionando ele, afinal, se ele ia viajar, se não tinha tempo de ir em nenhum lugar, nem mesmo passar na minha casa, como ele arranjaria tempo pra ME CONHECER MELHOR?
Rolou aquele climão. Ele pediu desculpas, disse que eu estava certa e que ele estava agindo sem pensar, porque realmente estava de saida pra viajar.
(O que ele estava achando? Que ia rolar uma rapidinha pré viagem em qq rua escura ao lado do posto?)
Me despedi dele e fui embora ainda meio brava com tudo isso. Ele foi pra praia. Ficamos alguns dias sem contato até que ele voltou a se comunicar e explicar o porquê da distância, eu nem lembro o que era, mas era qualquer coisa como "estava lotado de trabalho esses dias".Fiquei de boa. Nem fá, nem fú. Mas ele foi voltando com toda força. Mandava e-mail, ficava o dia todo puxando assunto no msn e sempre muito solicito. Continuamos naquele papinho besta do VAMOS NOS VER sem nunca conseguir combinar nada.
Porém um dia estava na casa de uma produtora lá da agência, fazendo um happy hour com o pessoal e quando estava indo embora, já um tanto altinha, me liguei que estava no mesmo bairro da casa dele, claro que eu peguei o celular no mesmo minuto e liguei. Sem nem titubiar ele me chamou pra ir na casa dele. Como eu sei que ele mora com os pais achei até fofa a reação dele, não que fosse me apresentar a familia, mas ficaria comigo no hall do prédio sem medo que os pais vissem ele. Rá! Mas eu não deveria me surpreender ao chegar lá e saber que os pais dele estavam viajando. Ele desceu pra me buscar no carro, me deu um beijo doce, me mostrou a casa dele, um cavalheiro, até que perdeu a linha e caiu pra cima com todas as intenções do mundo.
O que rolou fica por conta de cada um ... mas posso afirmar que nada ali me faria voltar no tempo e nem querer que as coisas acontecessem da mesma forma em outro momento.
Depois desse dia eu resolvi afastar um pouco. Ainda falava com ele no msn, mas deixei de fazer planos, de marcar encontros e de dar esperança de alguma coisa, mas acho que de alguma forma isso mexeu com ele, porque ai passou a me ligar.
Ligou um dia e conversamos, ligou outro dia e tudo bem, até que no terceiro me ligou a cobrar.
SIM ELE ME LIGOU A COBRAR!
Atendi porque sei lá, ele poderia estar morrendo, precisando de ajuda. Mas assim que perguntei se ele estava bem e ele disse que sim, mas que estava com saudade, eu não tive dúvidas:
"Então vai colocar crédito nesse celular ... só assim você pode ser digno de sentir saudade de mim. Cara de pau!"
Tum - tum - tum - tum
Houve mais uma tentativa de ligação, mas quando ouvi a musiquinha da ligação a cobrar desliguei sem nem dar tempo dele falar alguma coisa. É muita folga não?
Depois disso?
Bom, depois disso continuamos a nos falar exporadicamente pelo msn, sem ligações, sem e-mails e sem encontros. Acho que nós dois nos usávamos para suprir carência.
[2 anos depois]
Um dia, com o saco na lua eu resolvi que não falaria mais com ele. Chega uma hora que essa punhetação irrita. Sumi. Mas ele insistia em aparecer do nada por e-mail, por que a essa altura eu já havia deletado ele do msn, do orkut e apagado o celular dele do meu celular.
(Parênteses para o Celular - Eu resolvi apagar o telefone dele no mesmo dia que apaguei de alguns outros caras, em um momento "limpando o lixo masculino de minha vida". O interessante nesse caso é que todos que eu apaguei, de alguma forma sentiram a vibração do delete e me mandaram mensagens com seus novos números de telefones. É sério! Aconteceu com mais de um cara. Eu vivo ou não em um Show de Truman?)
Voltando ao Azul Marinho ...
Com ele não foi diferente. Nem uma semana após o sim na pergunta DESEJA APAGAR ESSE NÚMERO?, ele me manda um e-mail com seu novo celular e seu nextel. DE-LE-TEI no mesmo minuto e senti orgulho de mim.
Fui ignorando alguns e-mails até que em um dia de carência respondi a um dos 1438 e-mails de "Oi tudo bem?" que ele mandava dia sim outro também. E isso bastou. Bastou para que voltássemos a programar um encontro. Que aconteceu, mas esse eu conto depois.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Apresentando: Palhaço Azul Marinho

Eu sei que dizer isso é assumir que sou um pouco looser, mas quem nunca foi não é mesmo?
Bom, então vou dizer logo, conheci o palhaço azul na internet, mais especificamente pelo orkut, mas eu JU-RO que não estava procurando homem em site de relacionamento, inclusive foi ele quem apareceu na minha página de recados com a pergunta clássica:
“Oi, nós não nos conhecemos?”
Mesmo vendo que ele não era em nada interessante, passando longe de ser meu número, algo (alguns chamam de carência) me fez responder, e olha que eu nunca respondo a desconhecidos, eu apenas deleto e ponto. Enfim, respondi que NÃO nos conhecíamos, que nunca o tinha visto na vida, e imaginei, sinceramente, que o assunto acabaria ali, mas como eu vim nessa vida pra me foder, ele continuou o papo com uma historinha de que então seria provável que ele tivesse me visto no show do U2 (sim essa história teve início em 2006).
Hello! Como assim me viu em um show com mais de 75mil pessoas e me reconhece pela foto do orkut na comunidade “U2 2006 EU FUI!”?
Mas como sou uma pessoa com sérios problemas para escolher alguém do sexo oposto e manter um relacionamento, achei aquela história um pouco criativa e dei trela com mais uma resposta, que dessa vez foi recebida com a pergunta:
“Tem msn?”
Deus! Mas por que as pessoas insistem em contato virtual? Trocamos e-mail e passamos a nos falar diariamente, e como sempre, no início ele era um fofo, cheio de atenção, carinho e paciência pra conversar comigo. Depois de alguns dias, o inevitável piscou em laranja na tela do meu computador:
“Precisamos nos conhecer. Poderíamos marcar alguma coisa pra nos encontrarmos né?!”.
Pronto! Nesse mesmo minuto meu cérebro entendeu “Ele está afim de você. É o cara. É a oportunidade e ter um casinho e diminuir um pouco a carência com alguém que está mais interessado em você do que você nele”.
Rá! Doce ilusão. Me animei toda e, claro, me coloquei a disposição. Enquanto não conseguíamos marcar um encontro continuamos a nos falar pela internet, e um belo dia ele diz algo que deveria ter causado e mim a reação de deletá-lo de minha vida, e não ter deixado minhas pernas bambas como aconteceu. Mas vamos ver o lado bom, se não fosse isso, nesse momento não estaria escrevendo esse texto, e teria um palhaço a menos no meu circo.
Enfim, o que me deixou tonta, nos dois sentidos, foi ele dizer:
“Sabia que quando nos encontrarmos eu vou querer te beijar?”
Minha primeira resposta foi um puritano:
“Olha o que você está falando ...”
E continuei de forma a alimentar meu ego com a possível resposta:
“Você nem me viu. E se não gostar de mim?”
E é claro que ele correspondeu às minhas expectativas dizendo:
“Não precisei te ver pra sentir o que estou sentindo, e sei que quero te beija”
Porra! Como assim não precisa me ver? Uma coisa sou eu assistir Velozes e Furiosos e dizer que quero fazer a cena da pegação na garagem com o Vin Disel, afinal ele é artista e eu nem falo com ele, outra coisa é você dizer a uma simples mortal que mesmo sem conhecê-la tem vontade de beijá-la. Esse cara é doido. E se eu tivesse bafo? Ou fosse desdentada? Ou se não tomasse banho? Definitivamente esse foi o sinal de número 78 que Deus me enviou para mostrar que ele era um idiota, e eu, mais idiota ainda, achei que pudesse ser a 103ª prova de que ele era um cara legal.
Hello! Como assim me viu em um show com mais de 75mil pessoas e me reconhece pela foto do orkut na comunidade “U2 2006 EU FUI!”?
Mas como sou uma pessoa com sérios problemas para escolher alguém do sexo oposto e manter um relacionamento, achei aquela história um pouco criativa e dei trela com mais uma resposta, que dessa vez foi recebida com a pergunta:
“Tem msn?”
Deus! Mas por que as pessoas insistem em contato virtual? Trocamos e-mail e passamos a nos falar diariamente, e como sempre, no início ele era um fofo, cheio de atenção, carinho e paciência pra conversar comigo. Depois de alguns dias, o inevitável piscou em laranja na tela do meu computador:
“Precisamos nos conhecer. Poderíamos marcar alguma coisa pra nos encontrarmos né?!”.
Pronto! Nesse mesmo minuto meu cérebro entendeu “Ele está afim de você. É o cara. É a oportunidade e ter um casinho e diminuir um pouco a carência com alguém que está mais interessado em você do que você nele”.
Rá! Doce ilusão. Me animei toda e, claro, me coloquei a disposição. Enquanto não conseguíamos marcar um encontro continuamos a nos falar pela internet, e um belo dia ele diz algo que deveria ter causado e mim a reação de deletá-lo de minha vida, e não ter deixado minhas pernas bambas como aconteceu. Mas vamos ver o lado bom, se não fosse isso, nesse momento não estaria escrevendo esse texto, e teria um palhaço a menos no meu circo.
Enfim, o que me deixou tonta, nos dois sentidos, foi ele dizer:
“Sabia que quando nos encontrarmos eu vou querer te beijar?”
Minha primeira resposta foi um puritano:
“Olha o que você está falando ...”
E continuei de forma a alimentar meu ego com a possível resposta:
“Você nem me viu. E se não gostar de mim?”
E é claro que ele correspondeu às minhas expectativas dizendo:
“Não precisei te ver pra sentir o que estou sentindo, e sei que quero te beija”
Porra! Como assim não precisa me ver? Uma coisa sou eu assistir Velozes e Furiosos e dizer que quero fazer a cena da pegação na garagem com o Vin Disel, afinal ele é artista e eu nem falo com ele, outra coisa é você dizer a uma simples mortal que mesmo sem conhecê-la tem vontade de beijá-la. Esse cara é doido. E se eu tivesse bafo? Ou fosse desdentada? Ou se não tomasse banho? Definitivamente esse foi o sinal de número 78 que Deus me enviou para mostrar que ele era um idiota, e eu, mais idiota ainda, achei que pudesse ser a 103ª prova de que ele era um cara legal.
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